
Documentário “O Voo do Flamingo” nos Prémios AHRESP
Morraceira, no estuário do Mondego - está a consolidar-se como uma obra de destaque na representação da biodiversidade portuguesa. O trabalho realizado pelo figueirense Paulo Fajardo, com argumento de Ricardo Venâncio e narração de Eduardo Rêgo, foi produzido em 2024 no âmbito da candidatura EEA Grants - Quinta Ciência Viva do Sal. Agora é um dos cinco finalistas na categoria "Media & Comunicação no Turismo" dos Prémios AHRESP 2026.
«O convite partiu do Município da Figueira para valorizar o Núcleo Museológico do Sal, que tinha sido alvo de remodelação. Partimos da premissa de um flamingo que retorna da sua viagem migratória às águas quentes da Ilha da Morraceira. Mas quisemos extrapolar a história que tinha este conceito base e num trabalho conjunto, com apoio científico dos técnicos do Núcleo do Sal, acrescentámos e valorizámos o fator humano dos marnotos e a biodiversidade daquele espaço, que é indissociável», explicou Paulo Fajardo.
O realizador figueirense considerou ainda que a inclusão de bailarinas da Klasika - Academia de Bailado da Figueira da Foz no espelho de água das salinas (para fazer o paralelismo entre a beleza do bailado e a elegância do flamingo), cuja coreografia foi feita em exclusivo para este trabalho por Andreia Cardoso, e a animação 3D de “Flamy”, um flamingo virtual a cargo de Ben Martin, acabaram por «valorizar bastante» o filme que está a chamar à atenção em Portugal e no estrangeiro.
Esta nomeação nos Prémios AHRESP surge após o documentário já ter sido distinguido em fevereiro deste ano com o galardão de “Best Short Documentary” no Star Film Fest - Barcelona & Resistencia. Agora, a decisão final nestes prémios nacionais cabe ao público. “O Voo do Flamingo” tem a votação aberta até 20 de maio, através do link premiosahresp.com.pt/conteudo/votacoes/vote-edicao-10. O resultado será conhecido a 19 de junho. É também por esta altura que se ficará a conhecer o resultado da edição deste ano do ITFFA - International Tourism Film Festival África, onde o documentário está nomeado para o prémio de melhor documentário curta-metragem.
«Receber estas nomeações é bastante gratificante, porque é o reconhecimento de todo o esforço e dedicação de todas as equipas envolvidas neste projeto, que quiseram apresentar um documentário com qualidade elevada, que faz justiça a toda a biodiversidade e às histórias paralelas que coabitam na Ilha da Morraceira», sublinhou Paulo Fajardo.
É que, de acordo com o realizador, “O Voo do Flamingo” serve para «chamar à atenção» daquele ecossistema que considera ser «marginalizado» por muitos figueirenses. «Os locais têm de ter noção do tesouro que têm à porta de casa. Por outro lado, o documentário é um bom cartão de visita para quem vem de fora», asseverou.












