
“Aldeias Vivas” aproximam autarquia e associações
«É um ótimo exemplo que estamos a dar em Miranda do Corvo», congratulou-se ontem José Miguel Ramos Ferreira na cerimónia de assinatura dos protocolos de colaboração com as 17 associações locais que aceitaram o desafio de dotar as suas aldeias de mais vida. «Oferecer às pessoas do território, em especial às que vivem em lugares mais afastados do centro da vila, e, portanto, mais isolados, oportunidades de convívio entre elas» é o principal objetivo do projeto “Aldeias Vivas”. Esta iniciativa dirige-se em especial à população mais idosa, uma vez que Miranda do Corvo é um «concelho com uma média de idades muito alta», com o grosso dos moradores dos lugares mais remotos a serem pessoas idosas e que «muitas vezes já não têm familiares próximos, já não têm ocupação, nem atividades para fazer na maior parte dos dias». Assim, «com esta iniciativa procuramos entregar a estas pessoas um pouco de felicidade e uma longevidade melhor no nosso território», evidenciou o autarca em declarações aos jornalistas depois da assinatura dos protocolos e antes de reunir com os representantes das associações locais para a análise da nova proposta para o regulamento de apoio ao movimento associativo no município.
Ficou assim acordado que, duas vezes por mês, «um recurso da Câmara Municipal estará nas sedes das associações que aderiram ao projeto com o propósito de dinamizar atividades diversas com a população local, nomeadamente culturais, de bem-estar e desportivas, entre tantas outras. «No fundo, trata-se de criar oportunidades para as pessoas saírem de casa e terem na sua terra coisas para fazer». Ao mesmo tempo, «as associações disponibilizam a sua sede para a realização destas atividades, mas também se obrigam a, pelo menos uma vez por mês, abrir a sede da sua associação ao fim de semana, numa manhã ou uma tarde, para convívio entre os residentes». Quanto à gratuitidade ou não das atividades, José Miguel Ramos Ferreira esclareceu que cabe a cada associação tomar essa decisão, uma vez que a «Câmara Municipal definiu que as associações poderiam fazer as atividades de forma gratuita ou cobrando um valor simbólico».
Com o objetivo de chegar a cada vez mais pessoas no território, no final deste ano decorrerá um novo período de candidatura para as associações que pretendam renovar a sua inscrição neste projeto ou para outras que se queiram juntar pela primeira vez.
Porém, nem só nos lugares residem pessoas de mais idade, pelo que ontem mesmo teve início na Biblioteca Municipal o projeto “Laços”. De entrada livre, de segunda a sexta-feira, das 15h00 às 17h00, decorrem atividades ocupacionais dirigidas aos seniores da vila.











