
Quinta das Lágrimas apela a visitas para recuperar de danos nos jardins
As intempéries Kristin e Leonardo causaram elevados danos no património vegetal e material dos jardins da Quinta das Lágrimas. Para uma melhor recuperação, a Fundação Inês de Castro convida para visitas, que irão ajudar o «contínuo projeto de preservação» de espaços «onde cores, sons e aromas se unem à beleza da natureza em flor e a sete séculos de história».
Desde o século XIV que os proprietários da Quinta das Lágrimas assumem a missão de manter e preservar este património, especialmente após desastres ambientais, sublinha a Fundação em nota de imprensa, ao apontar várias ações ao longo dos séculos, desde as construções da Fonte e Cano dos Amores, pela Rainha Santa Isabel em 1326 e, no século XVII, do tanque de rega, o atual Tanque das Lágrimas. Outro exemplo, acrescenta, foi a conceção do emblemático portal e janela neogóticos que surgiram após um grande temporal, em meados do século XIX, que derrubou os famosos cedros da Fonte dos Amores.
No século XX, após o ciclone de 1941, procedeu-se à recuperação e replantação de árvores na mata e, mais tarde, ao restauro dos jardins com o apoio do arquiteto Caldeira Cabral.
Neste século, a Fundação Inês de Castro, pela mão da arquiteta Cristina Castel-Branco, restaurou e abriu novos caminhos nos jardins e na mata e recuperou muros. Foi também nesta altura que foi desenhado o jardim medieval. Na sequência das cheias de 2006 foi construída uma bacia de retenção de águas, projeto entregue também a Cristina Castel-Branco, que também “desenhou” o Anfiteatro Colina de Camões, inaugurado em 2008 e que ostenta o Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista.
«É neste contexto que a visita se torna fundamental para a recuperação e preservação deste património, que testemunha uma parte essencial da nossa História», escreve a Fundação Inês de Castro, ao apresentar uma nova tabela de preços para visitas, em vigor a partir de hoje.
As receitas irão «ajudar no contínuo projeto de preservação do património imaterial, recuperação e preservação do património vegetal, um compromisso» que a Fundação mantém desde a sua instituição, em janeiro de 2005.
Na bilheteira (entrada pela Rua José Vilarinho Raposo), os ingressos simples passam a custar 3,5 euros. O bilhete especial (menos de 15 anos e mais de 65 anos) fica por dois euros e o ingresso familiar (dois adultos mais duas crianças) passa a ser de sete euros.
As visitas guiadas, de marcação prévia obrigatória, custam no mínimo 40 euros (seis euros por pessoa) e as visitas guiadas para escolas custam quatro euros por pessoa. A tabela atualizada inclui sessão de fotografia (50 euros), visita ao palácio (três euros por pessoa) e visita ao jardim japonês (1,5 euros por pessoa). Há ainda preços para piqueniques (1,5 euros/pessoa) e para festas de aniversário (7,5 euros/pessoa).










