
Grupo da Chã celebra 50 anos com homenagens a Fátima Trigo
Fundado a 1 de maio de 1976, o Grupo Desportivo e Recreativo (GDR) da Chã comemorou o seu 50.º aniversário.
Um marco histórico para a coletividade de Tavarede que ficou assinalado por momentos de «profunda gratidão» à sua atual líder.
Em dia de festa, onde a direção quis distinguir cinco dos 10 sócios fundadores ainda vivos, bem como diversas pessoas ligadas à associação, que «sempre arregaçaram as mangas», o ponto alto das celebrações deu-se com várias homenagens a Fátima Trigo e o anúncio de outros reconhecimentos que vão acontecer brevemente.
Na presidência do GDR da Chã há 26 anos, o trabalho da dirigente foi descrito por sócios e amigos como um exemplo de «coragem, dedicação e resiliência» no apoio ao associativismo. Assim, a primeira consagração à presidente da direção aconteceu pelas mãos de elementos da associação.
«Esta homenagem é para pedir que fique mais algum tempo», justificou Paz Cardoso, presidente da mesa da Assembleia Geral.

Seguiu-se o reconhecimento pela Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz, em que o seu presidente, António Rafael, anunciou ainda que Fátima Trigo será agraciada pela Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto numa cerimónia que terá lugar, em Lisboa, a 30 de maio.
Por sua vez, o presidente da Junta de Tavarede, Tiago Carvalho, agradeceu todo o trabalho desenvolvido em prol do desporto e da cultura local e fez saber que a coletividade será distinguida pelos seus 50 anos, no próximo fim de semana, durante as festas da freguesia.
Também Olga Brás, vice-presidente da Câmara Municipal e que presidiu à sessão solene do cinquentenário do GDR da Chã, quis destacar a liderança de Fátima Trigo, que tem sido uma «referência maior» da vida da associação. «A sua dedicação, persistência e sentido de missão são exemplo de uma liderança feita não de vaidade, mas de serviço.
Uma liderança que se mede pela capacidade de continuar quando é difícil de unir quando surgem divisões, de acreditar quando muitos se afastam», referiu.

Nesse sentido, a responsável deixou um “apelo” em dia de aniversário para que a comunidade esteja «consciente do valor das suas instituições» e que participem na vida ativa do GDR da Chã, pois «perder uma associação é perder um pedaço da sua própria identidade».
Foi numa cerimónia bastante emotiva - que contou com a presença na plateia de Pedro Santana Lopes, presidente do Município da Figueira da Foz, e de Manuel Domingues, vereador com o pelouro das Coletividades, assim como vários dirigentes de outras coletividades do concelho, que Fátima Trigo mostrou que vai continuar a “arregaçar as mangas” em prol do associativismo.
Se é verdade que há um ano, em declarações ao nosso jornal, a dirigente admitiu estar a «remar contra a maré» para manter a associação viva, na sessão solene do cinquentenário reafirmou o seu compromisso em salvaguardar este símbolo de «amizade e espírito de equipa» na freguesia, com a colocação de várias fitas no novo estandarte da coletividade.
«É dia de festa, não é dia de lamúrias», concretizou.











