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CASA pretende recuperar as valências perdidas

Mudança de instalações levou à redução significativa na capacidade de resposta social e perda de voluntários, mas há esperança de expansão

Desde o início do ano que o Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA) na Figueira da Foz está a funcionar em novas instalações, no entanto, esta mudança tornou-se bastante complexa para a delegação. Localizado na Rua João António da Luz Robim Borges, na Vila Robim, em Tavarede, o novo espaço é bem mais pequeno do que o anterior - o edifício localizado na Rua dos Bombeiros Voluntários dispunha de dois pisos e um pátio - o que levou a instituição a perder serviços essenciais como o balneário e os cacifos, a ter uma lavandaria e um armazém mais reduzidos e a ter que reajustar o apoio alimentar.

«Tínhamos todos os serviços centralizados, o que nos permitia no espaço anterior dar resposta imediata e de emergência completa. Ou seja, quem chegasse à nossa porta tinha a possibilidade de fazer a sua higiene, vestir roupa lavada, ter uma refeição e estar no nosso pátio a conviver. Neste novo espaço temos uma loja que foi reabilitada, onde temos dois gabinetes, uma cozinha, um pequeno armazém e lavandaria adaptada, mas que mal está a ser utilizada porque as pessoas não se deslocam para cá com os sacos com roupa. Portanto, perdemos o balneário, já não aceitamos doação de roupa porque não temos capacidade para armazenar, perdemos o pátio onde fazíamos muitas das nossas atividades e o apoio alimentar também teve ajustes», afirmou Sara Sofia Oliveira, coordenadora técnica da delegação do CASA, lamentando a “redução drástica” das respostas sociais da instituição.

Porém, existe a esperança de expandir para uma loja adjacente ao espaço situado no n.º 10 (nas traseiras do segundo prédio à entrada do bairro), o que permitirá recuperar as valências perdidas. «Já foi solicitado e a Câmara Municipal mostrou disponibilidade de no futuro termos o espaço em frente, que é uma loja semelhante à nossa. Se essa solução ainda for viável, será uma mais valia para nós, porque conseguiríamos alargar os nossos serviços e ter novamente a doação de roupa, assim como ter um espaço para fazer as nossas atividades com os utentes como antigamente», avançou a responsável ao nosso jornal.

Entretanto, com a mudança de instalações, Sara Sofia Oliveira indicou ainda que houve uma diminuição no número de voluntários e de famílias apoiadas. «No último ano o CASA teve de parar de receber famílias, porque não sabíamos como é que ia ser esta fase nova. Acabamos por perder voluntários, famílias apoiadas, encaminhámos outras tantas para as Juntas de Freguesia, para a Câmara, para a Cruz Vermelha e para outras instituições parceiras, porque já sabíamos que não conseguiriam vir para este espaço e perdemos também apoios e respostas que estávamos a dar», referiu. o CASA estava a prestar apoio social a cerca de 150 agregados familiares, o que correspondia a 320 pessoas. Neste momento, o número não chega a 100 agregados, o que deverá estar na ordem das cerca de 200 pessoas.

Falta de voluntários é maior carência

O CASA dispunha de cerca de 60 voluntários e, atualmente, são pouco mais de 40, sendo agora esta a maior carência da instituição. «Precisamos muito de voluntários para conseguirmos melhorar o nosso trabalho», asseverou Sara Sofia Oliveira. Até porque, a redução de voluntários também foi um dos motivos para o reajustamento no apoio alimentar.

«Como perdemos alguns voluntários, deixámos de conseguir dar resposta ao fim de semana no apoio alimentar semanal. Portanto, neste momento, não damos apoio de segunda a domingo, mas sim de segunda a sexta-feira», explicou a coordenadora técnica.

Julho 21, 2026 . 09:30

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