
Uma Baixa “digna” e polícia interventiva são exigências na cidade
Após o sucesso de uma petição pública que angariou mais de 10 mil assinaturas, realizou-se ontem uma manifestação pela reposição da 2.ª Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da PSP de Coimbra.
No cortejo apresentaram-se cerca de duas dezenas de pessoas que, unidas, alertaram para as inseguranças de quem vive e trabalha em certas zonas da cidade, com especial enfoque na Baixa citadina.
Carla Coimbra e Paula Maia, ambas trabalhadoras na Baixa, revelaram uma forte insegurança nos seus trabalhos, adiantando ainda alguns problemas que encontram regularmente.
Por um lado, Carla Coimbra, lojista, conta que «ainda hoje [ontem] me roubaram umas calças da loja», uma situação grave e que se repete regularmente.
Por sua vez, Paula Maia, trabalhadora de um supermercado na mesma zona, refere que é necessário «limpar as ruas» e que encontra uma dificuldade muito grande em se sentir segura. «Tenho de apanhar o autocarro quando saio do trabalho, por vezes pelas 21h00 ou 22h00. Vou sempre atravessar a ponte Santa Clara para o lado das esplanadas porque não me sinto segura noutro local», sublinha.
A “comandar” a manifestação esteve Rui Marques, uma das vozes mais ativas desta luta. «O que estamos aqui a reivindicar é a segurança da cidade perante o seu cidadão.
O RASI [Relatório Anual de Segurança Interna] apresenta uma subida de 11%», adiantando ainda que «a polícia tem de ser o elo de ligação com o cidadão», facto que atualmente não ocorre.
Para Rui Marques existe uma grande necessidade de policiamento na rua, para que as pessoas vejam a sua atuação e para que ela «efetivamente aconteça». «A polícia tem de ter mais contacto, tem de haver polícia na rua e neste momento não existe», indicou, revelando que nas horas noturnas existe um pico de situações que «muita gente não sabe» que acabam por piorar pela falta de ativos nas ruas.
Em termos de zonas que necessitam de mais atenção, realça a Baixa de Coimbra e os locais de diversão noturna como locais que deveriam ter mais vigilância e equipas no terreno, para evitar «violência, situações de tráfico» e até mesmo «violações».











