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Voluntárias criticam gestão do canil de Arganil

Defensoras da causa animal preocupadas com o Centro de Recolha Oficial Animal de Arganil. Presidente da Câmara não confirma as denúncias.

Um grupo de voluntárias defensoras da causa animal participaram mais uma vez, na Assembleia Municipal de Arganil, dando conta de uma visita ao Centro Oficial de Recolha Animal (CROA) do concelho. Rosa Castanheira diz que se deparou «com animais por esterilizar… na suposta ala destinada a fêmeas encontrei um cão e na ala onde deviam estar apenas machos encontrei uma cadela, que me afirmaram tratar-se de um cão».

Entretanto, numa segunda visita, na semana a seguir, a voluntária dirigiu-se ao canil com a intenção de adotar quatro animais e essa mesma cadela foi-lhe entregue como sendo, efetivamente, um cão.

«Perante isto, não é de admirar que surjam ninhadas no canil», afirmou, descrevendo que, aquando de uma visita do partido PAN, uma cadela foi sinalizada como estando grávida, acabando por ter quatro crias, algumas semanas depois.

Nessa mesma visita Rosa Castanheira observou um cão ferido a meio da tarde que ainda nenhum funcionário do canil tinha visto, lamentando também o facto de ter encontrado um gato «desnutrido e em pânico e, sem qualquer alimento visível», que acabou por ser adotado por uma colega, mas, ressalvou, «sem estar castrado e sem microchip, uma irregularidade».

A mesma voluntária lamentou ainda, no que concerne aos gatos, que no Município de Arganil, não seja implementado o programa CED, Capturar, Esterilizar, Devolver, afirmando que «a esterilização no terreno é essencial».

Ainda assim, a defensora da causa animal mostrou-se otimista com o futuro do CROA em Arganil, com base numa reunião em que participou, juntamente com outras voluntárias, representantes do partido PAN, a vice-presidente da autarquia Paula Dinis e o técnico superior da autarquia Fernando Gonçalves.

«Nessa reunião foram assumidos compromissos claros no sentido de melhorar as condições existentes e segundo o que nos foi dito, algumas das medidas referenciadas já começaram a ser implementadas», referiu.

Em resposta a Rosa Castanheira, o presidente da Câmara Municipal de Arganil, afirmou não ter «razões para confirmar nem desconfirmar» as acusações, mas admitiu que havendo ali animais por esterilizar essa é uma «prática que não devia acontecer».

O autarca disse não se querer pronunciar em relação «ao género dos animais nem sobre a questão das outras obrigações das vacinas e dos microchips». Já no que concerne ao programa CED, Luís Paulo Costa referiu que é um programa que «que para nós não é novidade nenhuma, já o estamos a executar há alguns anos, o município investe neste processo dezenas de milhares de euros sem qualquer tipo de financiamento», sugerindo que se duvidas houver quanto a isso é só questionar os presidentes de Junta do concelho, que o têm feito.

Já depois da reunião, o grupo de voluntárias emitiu um comunicado afirmando que o autarca «não respondeu a todas as falhas graves, numa notória atitude de surdez política«, acrescentando que «este executivo nunca, mas nunca, admite ou reconhece as falhas apontadas, persistindo numa atitude intransigente e arrogante, causando incredulidade e até perplexidade aos munícipes». Ainda assim referem, vão «dar o benefício da dúvida relativa à suposta abertura manifestada pela vice-presidente Paula Dinis» na referida reunião.

Abril 29, 2026 . 09:15

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