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Coimbra registou redução de 5% do número de sem-abrigo entre 2024 e 2025

O relatório que foi dado a conhecer na reunião do executivo aponta para um total de 187 pessoas em situação de sem-abrigo em 2025, quando, em 2024, se registavam 197 e, em 2023, 272 pessoas

Coimbra registou uma redução de 5% do número de pessoas em situação de sem-abrigo entre 2024 e 2025, com diminuição a ser de cerca de 31% quando comparada com 2023, segundo relatório dado a conhecer hoje.

O relatório do Núcleo de Planeamento e Intervenção em Sem-Abrigo de Coimbra (NPISA) que foi dado a conhecer na reunião do executivo da Câmara Municipal de hoje aponta para um total de 187 pessoas em situação de sem-abrigo em 2025, quando, em 2024, se registavam 197 e, em 2023, 272 pessoas.

Das 187 pessoas sinalizadas pelo NPISA, 95 encontravam-se em condição de sem teto (viviam em espaço público, abrigos de emergência ou local precário) e 92 em situação de sem casa (em alojamento temporário), a 31 de dezembro de 2025.

Todas as pessoas dispunham de um plano individual de intervenção e eram acompanhadas por um técnico gestor de caso, referiu o relatório apresentado hoje.

Todas as pessoas acompanhadas dispunham de um Plano Individual de Intervenção (PII) e eram acompanhadas por um técnico gestor de caso responsável pela articulação das respostas e pela definição do percurso de intervenção.

A grande maioria das pessoas sinalizadas são homens e sobretudo na faixa etária entre os 45 e os 64 anos.

No caso das pessoas sem teto, a maioria estava há menos de cinco anos na situação, já nas pessoas sem casa há “um número significativo de pessoas” a viver nessa condição entre cinco e dez anos.

De acordo com o relatório consultado pela agência Lusa, os principais fatores associados às situações das pessoas identificadas deve-se à falta de suporte familiar, consumos de álcool ou drogas, desemprego ou precariedade laboral, dificuldades económicas e problemas de saúde mental, com a maioria dos casos a revelar a acumulação de vários fatores de vulnerabilidade.

Apesar da redução do número de pessoas sinalizadas, a principal razão para o encerramento do caso corresponde à categoria “outro”, seguida de paradeiro desconhecido.

O relatório do NPISA salienta ainda que, apesar da tendência de redução do número sem-abrigo, “a persistência de situações de exclusão habitacional demonstra que o fenómeno continua a exigir respostas estruturais e sustentadas, particularmente ao nível do acesso à habitação, da saúde mental e da inclusão socioprofissional”.

Em 2025, o CRESC (Centro de Reforço Solidário de Coimbra) assegurou 19.535 refeições (uma diminuição de 2.754 face a 2024), funcionando junto à Casa do Sal.

Recentemente, a Câmara de Coimbra reformulou o funcionamento do CRESC, que passa a funcionar durante a semana na Associação Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel.

Na mesma reunião do executivo, foi apresentado o relatório da Comissão Municipal de Proteção ao Idoso de Coimbra (CoMPIC), que passou a ter um total de 53 casos ativos em 2025, mais 15 do que em 2024.

Entre os principais motivos para a instauração de processos em 2025, estiveram relacionados com denúncias de violência e maus-tratos (39%), seguindo-se também várias sinalizações de situações de vulnerabilidade clínica social e/ou familiar (20%), problemas com falta de competências do cuidador informal (10%) e denúncias de insalubridade habitacional (10%).

Na apresentação do relatório, a vereadora com a pasta da ação social, Margarida Mendes Silva, deu nota de que o município pretende avançar com uma reorganização da CoMPIC, para criar um núcleo alargado capaz “de mobilizar um conjunto mais vasto de entidades” e promover “reflexão estratégica e desenvolver respostas inovadoras” e um núcleo restrito “mais operacional, com capacidade de resposta célere”.

“Esta reformulação não é apenas organizativa. É, acima de tudo, uma mudança de paradigma. Trata-se de passar de um modelo essencialmente reativo para um modelo mais preventivo, mais próximo, mais eficaz e mais centrado na pessoa”, disse.

Abril 27, 2026 . 20:15

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