
Jovens assinalam a importância da leitura com “marcha pela paz”
Não é uma iniciativa nova, mas chega sempre com grande apreço por parte dos alunos, crianças, jovens, professores e da comunidade que se junta pelo Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. O dia foi “recordista” em inscrições, que rondaram as mil, mas contabilizou também a participação de professores e de todas as pessoas que passeavam entre a Praça 8 de Maio e o Largo da Portagem, onde decorreu a marcha.
Com um ambiente animado e cheio de energia, a viagem levou os alunos num cortejo frenético que englobou uma canção e palavras sobre a literatura e a paz, empunhando quase sempre um livro nas mãos. «Cada aluno pode trazer um livro com que se identifique ou que gostasse, quisemos que eles também tivessem essa liberdade», contou Dina Sousa, chefe da Divisão de Biblioteca e Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Coimbra (CMC).
Chegados ao Largo da Portagem, alguns dos jovens alunos da Escola Básica 2,3 Martim de Freitas aproveitaram o momento para tirar fotografias e falar com o Diário de Coimbra. Samuel Basílio, Guilherme Antunes, Guilherme Duarte, Camilo Gomes, Afonso Pinto, Maria Inês e Gabriela, todos entre os 11 e 12 anos, tomaram conta do microfone do nosso jornal para contar um pouco da sua experiência na marcha. «Foi muito divertida! Viemos todos juntos e saímos da escola, mas [queremos dizer] que somos a melhor turma da Martim de Freitas», revelaram os alunos bastante divertidos.
Antes de se retirarem, adiantaram que uma das suas obras favoritas é “Avozinha Gangster”, de David Walliams, e resumiram a obra “Odisseia”, de Homero, lecionada na disciplina de Português.
Também junto da Portagem, Dina Sousa salientou a «animação» das crianças e agradeceu a «grande adesão» à marcha. «Foi um convite recebido com muita espontaneidade e com grande alegria por parte de todos», revelou, explicando ainda o tema decidido: «escolhemos a paz porque foi o tema escolhido para o ano letivo. Numa altura em que malogradamente somos assombrados pelo que se passa no mundo, queríamos perguntar às crianças como é que elas veem a paz», e entender a sua importância.
Na Casa Municipal da Cultura está patente a exposição “Construir uma Cultura de Paz”, que se liga à marcha realizada ontem e pode ser visitada até dia 6 de junho. A mostra reúne «trabalhos dos alunos das escolas do concelho», unindo a paz e a criatividade.












