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Fogo na antiga fábrica de curtumes faz um ferido

Chamas iniciaram-se na cave e acredita-se terem tido “mão humana”. Três pessoas em possível situação de sem-abrigo estavam presentes no local

A antiga fábrica de curtumes, localizada na Rua Figueira da Foz, à Casa do Sal, em Coimbra, sofreu ontem um incêndio que causou um ferido por inalação de fumo. Segundo indicações de José Ventura, chefe do Batalhão dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, estavam no interior do edifício devoluto três pessoas, ficando ferida uma mulher, sem gravidade.

Ao que tudo indica, as chamas queimaram material abandonado numa cave da fábrica e destruíram, também, algumas peças de roupa que se encontravam no local. Ao que o Diário de Coimbra conseguiu apurar, não houve danos estruturais no edifício que, há vários anos, se encontra devoluto e encerrado ao público.

«Encontravam-se três pessoas num andar subterrâneo [cave], um filho e a mãe e uma terceira pessoa», informou José Ventura. O alerta chegou pelas 08h44 da manhã, tendo sido efetuado pelo filho, que ainda voltou ao interior do edifício para retirar a mãe. «A senhora foi transportada ao hospital por razão de inalação de fumo», que aconteceu pela concentração do mesmo no andar inferior.

«Como o andar é subterrâneo e o edifício está selado [em várias zonas] o fumo demorou a sair e ficou muito concentrado», mesmo assim ainda antes de ser levada ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) a vítima já se movimentava sozinha.

O chefe do batalhão explicou que as pessoas no interior da antiga fábrica de curtumes não são consideradas sem-abrigo. «Acreditamos que tenham uma habitação e utilizem este espaço como uma segunda residência ou local de dormida», situação confirmada por Andreia Rodrigues, coordenadora da Proteção Civil. «São pessoas que já temos sinalizadas, mas que recusaram a ajuda da Divisão de Ação Social [da Câmara Municipal de Coimbra]. Isto trata-se de uma situação de ocupação de propriedade privada de forma ilegal», facto comunicado anteriormente, mas que dificulta a ação por ser um espaço não pertencente à câmara.

«Estamos limitados no tipo de medidas e ação que podemos efetuar», explicou a coordenadora, relembrando que o momento para pensar numa resolução viria «no futuro» e não durante o rescaldo da ocorrência.

A antiga fábrica de curtumes encontra-se encerrada desde a década de 90, tendo sido confirmada a compra do espaço em 2024, por uma empresa do Porto. Até ao momento não houve avanços na requalificação do espaço.

Abril 24, 2026 . 07:30

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