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Paulo será nova personagem em “Uma Aventura”

Um jovem aluno desafiou as autoras dos livros de aventuras e acabou surpreendido ao ver o pedido aceite

O que seria apenas mais uma apresentação de uma exposição no Museu Nacional de Conímbriga, acabou por se tornar num momento único que juntou os jovens alunos de Condeixa-a-Nova a Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras dos livros “Uma Aventura”. A coleção infantojuvenil encontra-se interpretada e exposta no museu e, em sua honra, tanto autoras como leitores foram convidados a conhecer a mostra e a confraternizar junto do palco de “Uma Aventura em Conímbriga”.

Após uma pequena introdução por parte das escritoras, foi aberto um momento para questões que desafiou os mais pequenos. Paulo foi um dos participantes e acabou surpreendido. «Posso ser uma personagem no próximo livro?», questionou, tendo-se seguido uma resposta inesperada: «queres ser um rapaz, um polícia ou um vilão?». A escolha, «um rapaz», selou o acordo e a “participação” do jovem em “Uma Aventura Inesquecível”.

«Tomar iniciativa, como aconteceu agora, é merecedor de palmas. É preciso tomar riscos às vezes», sublinhou Ana Maria Magalhães, que enalteceu a «coragem» do jovem Paulo e de todos os que fizeram fila para apresentar as suas dúvidas.

Apesar das histórias contadas em “Uma Aventura” não serem os únicos trabalhos das autoras, garantem que o trabalho «é sempre a pares», numa verdadeira aventura que conta com 135 livros autónomos. No que toca à motivação, após 44 anos de escrita, admitem que continuam «em primeiro lugar pelos leitores». «Temos muito entusiasmo que nos vem pela comunicação que temos com os leitores que nos estão sempre a fazer chegar perguntas e comentários».

Um dos detalhes que salta à vista das experientes escritoras é que, com o passar dos anos, muitos adultos lhes chegam com «novos leitores». «Há antigos leitores, agora já adultos, que nos acompanham nas feiras dos livros e trazem os filhos, os novos leitores», e isso é fonte de inspiração.

Indo além destes leitores, há ainda o interesse de «escrever para pessoas mais novas», de modo a que «ganhem o gosto pela leitura», principalmente com «valores» que hoje em dia «estão em dúvida».

Com 69 livros publicados e mais um a ser preparado, escrever começa a ser um “desafio” no que toca a não repetir temas, mas o conceito da escrita é o mesmo. «Gostamos de trazer temas interessantes, mas temos de construir uma narrativa onde façam sentido, não nos faz sentido escrever sobre uma situação só porque nós queríamos muito escrever sobre isso», revelam.

Atividade “dura”, mas “gratificante” e que, no final, “vale muito a pena”

«Vale imenso a pena escrever, porque é uma atividade muito gratificante, mas é dura porque tem de se trabalhar bastante», contou Ana Maria Magalhães ao Diário de Coimbra. Na opinião da autora, é muito importante a atividade da escrita, que dá «liberdade» de criatividade, mas também «uma grande responsabilidade», principalmente quando se escreve para crianças. «Não devemos passar mensagens que deixem dúvidas, devemos passar mensagens que sejam inspiradoras e que tenham os valores certos, que levem os mais novos para seguirem os seus sonhos, as suas ideias e que sejam temas educativos e curiosos».

Abril 22, 2026 . 09:50

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