
“Piolho & Atores” fecha ciclo de teatro amador
“Piolhos & Atores”, do dramaturgo espanhol José Sanchis Sinisterra, com encenação de Guilherme de Bastos Lima e desempenhos de Vítor Emanuel e de Guilherme de Bastos Lima, foi o título da peça que encerrou o XXVI Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede. Para trás ficaram quase três meses de espetáculos, por 16 grupos de teatro amador, que envolveram centenas de atores e outros intervenientes, com apresentações em múltiplas freguesias do concelho, numa clara aposta na diversidade de géneros, na descentralização cultural e no acesso à cultura.
Ao intervir na sessão, a presidente da Câmara Municipal manifestou o desejo de que as peças de teatro que subiram ao palco nestes últimos três meses possam chegar a outros locais do concelho. «Gostaria de ver reconhecido em todas as freguesias o trabalho destes grupos de teatro», salientou Helena Teodósio.
De acordo com a autarca, a arte é fundamental no quotidiano. «A arte não é apenas entretenimento, é uma parte essencial da nossa vida, pois influencia a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o mundo», sublinhou, lembrando que o Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede «não é só um momento cultural, é o resultado do muito trabalho e entusiasmo de centenas de pessoas que, não sendo profissionais do teatro, abraçam esta arte de corpo e alma».
Helena Teodósio manifestou desejo de que peças de teatro possam chegar a outros locais
Já o vice-presidente com o pelouro da Cultura destacou «a reafirmação do Ciclo de Teatro como uma iniciativa cultural de grande relevância para a dinamização do movimento associativo e teatral do concelho».
«Trata-se do maior ciclo de teatro da região, envolvendo centenas de atores e outros intervenientes, numa clara aposta na diversidade de géneros, na descentralização cultural, no intercâmbio artístico e partilha de experiências, e no acesso à cultura», destacou Pedro Cardoso.
A sessão de encerramento do Ciclo de Teatro Amador levou à cena a peça humorística “Piolhos & Atores”, que conta a história de Rios e Solano, dois atores, saltimbancos e bufões, que estão perdidos no tempo, pois sempre que saem de um teatro, entram “por magia” noutro, dando sempre de caras com o público, já sentado, à espera, a olhar… Sentem-se na obrigação de começar o espetáculo e trazem consigo uma velha arca de madeira, um pano remendado e alguns adereços.
No final da sessão, decorreu a entrega dos certificados de participação aos 16 grupos que participaram no XXVI Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede.











