
Decididos vencedores de Olimpíadas da Economia com quase 4.400 alunos
David Charters de Azevedo, estudante do Externato Marista de Lisboa, foi o grande vencedor da final das XIII Olimpíadas da Economia, que decorreu em Coimbra. A competição, que este ano envolveu nas diferentes fases 4.392 estudantes e mais de 200 professores dos ensinos secundário e profissional, ditou, como segundo classificado, Guilherme Costa (Colégio Integrado Monte Maior), com Pedro Ferreira (Colégio Efanor) a ficar em terceiro lugar. Na cerimónia de entrega das distinções, ontem na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), foram atribuídas menções honrosas a Diogo Bastos (Escola Secundária São Pedro do Sul) e a David Luz (Colégio de Lamas).
Perante os cerca de 40 finalistas, Rita Martins, subdiretora da FEUC, assinalou a maturidade do evento, na 13.ª edição, que, «se persiste é porque tem qualidade», disse, ao desejar ver os alunos na FEUC, instituição que tem feito «um esforço de internacionalização muito importante». E é importante porque quem passa terá chancela de reconhecimento internacional, concretizou.
Para o presidente da Associação Une Dois Mundos, entidade que organiza as olimpíadas em conjunto com a Ordem dos Economistas, a mobilização de quase 4.400 estudantes de todo o país, mas também de escolas portuguesas no exterior, traduziu-se na fase escolar mais participada de sempre. Significa que há uma rede de embaixadores nos estabelecimentos de ensino, o que «é muito gratificante», observou, ao agradecer às famílias e às parcerias (Universidade e Câmara de Coimbra).
Entre outras questões, o também membro da Direção Nacional da Ordem dos Economistas, falou da articulação com a UC para que as provas decorressem na semana aberta da Universidade, das olimpíadas para o ensino superior agora iniciadas, ou da colaboração com a autarquia, para que os alunos, alguns pela primeira vez em Coimbra, tivessem a melhor experiência possível na cidade. Depois de um apelo à consignação de IRS à associação (0,5% para as associações juvenis), terminaria com uma «nota triste», que fez como homenagem, ao lembrar Marcos Lisboa, estudante que fazia parte da associação e faleceu em 2025.
Associando-se à homenagem, o bastonário dos economistas, António Mendonça, enalteceu o trabalho «perfeitamente notável» da Une Dois Mundos, pela capacidade organizativa e mobilizadora, que chega a ser «impressionante», porque cada ano é melhor que o anterior.
Pela dimensão que atinge, pela profundidade, as olimpíadas, que nesta edição tiveram como tema “Política Económica”, «são também a garantia» de que «vamos ter os economistas» que o país precisa, para «vários níveis» de problemas.
A cerimónia, que inclui uma homenagem aos vencedores da iniciativa Coimbra Económica (olimpíadas científicas de âmbito regional, organizadas com a Câmara), contou ainda com uma intervenção de Helder Ribau, representante da autarquia de Coimbra.
No encerramento, Cristina Albuquerque, vice-reitora da UC, sublinhou a vitória de todos os finalistas, esperando conhecer os jovens «de uma forma mais profunda», caso optem pela Universidade de Coimbra, «inequivocamente de excelência», com investigação de ponta, com um aspeto distintivo de proximidade e de solidariedade entre estudantes.











