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Sardal não esquece e agradece aos bombeiros com “Nota de Louvor”

Comissão de Melhoramentos agradece aos bombeiros Pedro Marques, Jorge Marques, Gabriela Piedade, Pedro Martins e Rita Alves e convidam a visitar a aldeia do concelho de Arganil

Cinco bombeiros da corporação de Penacova que, a 15 de agosto de 2025, estiveram na linha da frente no combate aos incêndios florestais no concelho de Arganil, receberam uma nota de louvor atribuído pela população que, nesse dia, tinham a missão de proteger. A “Nota de Louvor à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penacova”, que a corporação tornou agora pública, foi atribuída pela Comissão de Melhoramentos do Sardal, na freguesia da Benfeita, e é bem explícita em relação aos destinatários, nomeando, um por um, toda a equipa que, naquele dia, esteve ao serviço da aldeia, na prevenção e combate às chamas.
Pedro Marques e Jorge Marques, ambos bombeiros de 1.ª, e Gabriela Piedade, Pedro Martins e Rita Alves, bombeiros de 3.ª, são os elementos da corporação de Penacova que a Comissão de Melhoramentos do Sardal distingue pelos «serviços extraordinários» prestados na aldeia do Sardal, no dia em que o violento incêndio florestal «se propagou na serra do Açor».
«Apesar de simples, esta é a nosso forma mais humilde e sincera de dizer obrigado», lê-se no voto de louvor enviado aos Bombeiros Voluntários de Penacova, onde a associação de Sardal faz ainda o convite para que os elementos visitem a aldeia «com a certeza que terão sempre uma calorosa receção».

Chefe da equipa agradece e destaca, igualmente, resiliência e organização dos habitantes de Sardal

Pois, Pedro Marques, o chefe da equipa que nesse dia esteve na aldeia, ainda não regressou a Sardal, mas garante que, «assim que for possível» quer ir «agradecer pessoalmente» o voto de louvor atribuído que, reconhece, «não é muito comum». Se é verdade que a pequena comunidade de Sardal agradeceu o trabalho desenvolvido pelos bombeiros naquele dia, também é certo que Pedro Marques agradece a forma como aquelas poucas dezenas de pessoas se comportaram perante a aproximação das chamas. «São pessoas resilientes, muito organizadas ao nível da comunidade local», comenta.
À conversa com o Diário de Coimbra, Pedro Marques, enfermeiro de profissão e bombeiro voluntário, recorda o dia 15 de agosto quando o violento incêndio que deflagrou na aldeia do Piódão começou a galgar as encostas das serras da região. «Ficámos posicionados nessa aldeia que estava na linha de fogo», recorda o bombeiro chefe da equipa de Penacova, contando que nesse posicionamento estava também uma equipa dos Bombeiros Voluntários de Côja. O objetivo foi defender a aldeia quando as chamas se aproximassem, o que não demorou mais de duas horas. «O fogo entrou com extrema violência», recorda ainda.

Numa estratégia concertada entre bombeiros de Penacova e Côja, cada uma das equipas se posicionou numa das entradas na aldeia, esperando pela chegada das chamas, que combateram, impedindo, assim, que o fogo entrasse pelas casas. «O fogo não chegou a entrar. Houve umas projeções no meio da aldeia, mas os populares estavam concentrados no centro da aldeia e ajudaram», recorda.
Importa, pois, no entendimento do chefe da equipa, falar desta «organização» da comunidade local. «As pessoas obedeceram a indicações, foram incansáveis. Levaram as pessoas mais idosas para o centro da aldeia, salvaguardando assim os mais frágeis, e os mais capazes ajudaram os bombeiros», recorda Pedro Marques.
Quando o fogo passou sem deixar vítimas ou danos de maior, ficou a sensação de agradecimento por parte da comunidade. «Não que fosse algo heroico que tenhamos feito, mas porque sentiram que a situação foi complicada e ficaram emocionadas», conta ainda o bombeiro.

Abril 17, 2026 . 10:05

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