
Chega e CDS viabilizam executivo de esquerda
Laura Fonseca foi ontem legitimada, pela Assembleia de Freguesia, presidente da União das Freguesias (UF) de S. Martinho e Ribeira de Frades, colocando, desta forma, um ponto final no impasse político que vigorava desde as eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025.
Para que esta solução fosse viável, e o executivo de esquerda – os cinco elementos foram eleitos pela coligação Avançar Coimbra - fosse constituído, fora essencial a posição tomada pelo autarcas eleitos pelo partido Chega, Bento Carvalho, e da eleita pela Coligação Juntos Somos Coimbra, Sónia Almeida, indicada pela CDS-PP que, desta forma, mantiveram o seu lugar na Assembleia de Freguesia ajudando a que uma solução estável fosse encontrada.
Ou seja, apesar da saída de 24 dos 25 elementos da coligação Juntos Somos Coimbra, de todos os elementos do UPA e da grande maioria do Partido Chega ficou garantido o número mínimo de eleitos para que a Assembleia de Freguesia funcionasse.
Recorde-se, que nas autárquicas de outubro, a coligação Avançar Coimbra (PS, Livre e PAN) conquistou a UF por 12 votos de diferença em relação à Juntos Somos Coimbra (PSD, CDS, IL, NC, PPM, VP e MP). Ou seja, a força política com legitimidade para indicar a presidente, no caso Laura Fonseca, conseguiu cinco mandatos para a Assembleia de Freguesia e a coligação JSC quatro. O movimento independente UPA (Unir Para Afirmar) elegeu três elementos e o Chega um.
CDS-PP de Coimbra, condenou "veementemente" atitude de Sónia Almeida
Desta correlação de forças surgiu o impasse, com a presidente eleita a não prescindir de um executivo de maioria para a “Avançar Coimbra” e a oposição a fazer “finca-pé” num órgão que espelhasse o resultado expresso nas urnas.
Este impasse foi-se prolongando até ao momento que os eleitos do Juntos Somos Coimbra e do movimento independente UPA (Unir Para Afirmar) decidiram apresentar a sua renúncia em bloco aos mandatos, «com efeitos imediatos», na Assembleia de Freguesia.
O movimento que nas últimas eleições autárquicas candidatou Vítor Duarte, secretário cessante da Junta, afirmara, entretanto, que a decisão anunciada visava «devolver a palavra à população e criar as condições para a realização de novas eleições, permitindo restaurar a normalidade institucional, a transparência e o respeito pela comunidade e pelas suas tradições».
Todavia, com a continuidade dos elementos do Chega e do Juntos Somos Coimbra, indicada pelo CDS-PP, resolveu-se o impasse e a situação ficou resolvida.
Contactada pelo Diário de Coimbra, Laura Fonseca afirmou «estarem, finalmente, reunidas as condições para o funcionamento da União das Freguesias», com o executivo a ter pleno poderes para trabalhar.
Laura Fonseca quer agora trabalhar em prol da população
O impasse político vivido nos últimos seis meses não mereceu qualquer comentário por parte da autarca, desabafando apenas ter siso necessário «chegar a este ponto para formar o executivo». «Agora, quero apenas trabalhar em prol da população e da minha freguesia que foi para isso que fui eleita», concluiu.
Ao nosso jornal, Hugo Oliveira, presidente da Concelhia do CDS-PP de Coimbra, condenou «veementemente» a atitude de Sónia Almeida, afirmando ter sido «uma posição isolada» da qual o «partido se desmarca»












