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Pai e filho confessam crimes e pedem desculpa às vítimas

Dois homens, de 61 e 43 anos, agrediram motorista Uber e proprietário de uma oficina, em Coimbra

Dois homens - pai e filho -, de 61 e 43 anos, respetivamente, confessaram que agrediram um motorista Uber e o proprietário de uma oficina, na sequência de um serviço de transporte, através daquela aplicação.

Tudo aconteceu a 30 de maio de 2025, quando o homem de 43 anos pediu à companheira que pedisse a realização de um serviço com destino a uma oficina onde teria deixado o carro no dia anterior. O problema é que se enganou na morada, colocando o endereço da oficina do mesmo grupo, mas situada noutra freguesia, o que acabou por desencadear os episódios de violência que se seguiram.

«Queria pedir desculpa às pessoas. Estou muito arrependido. Não sou pessoa de violência», adiantou o arguido, que está acusado de um crime de coação, na forma tentada, e de um crime de ofensa à integridade física qualificada.

Depois de algumas contradições, também o pai - acusado de dois crimes de ofensa à integridade física (um simples e um na forma qualificada) e detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Braga - acabaria também por confessar os factos. Antes ainda disse que não tinha feito «nada», que o condutor os provocou e que a agressão ao proprietário da oficina aconteceu, porque «ele puxou do ferro», disse.

"Estou arrependido. Peço desculpa", disse o arguido

Foi, então, que o presidente do coletivo de juízes pediu para que as imagens de videovigilância da oficina fossem reproduzidas na sala de audiência, em que se veem as agressões do sexagenário ao empresário, com recurso a um objeto cortante. Acabou por admitir que usou «uma navalhita pequenita» para agredir o dono da oficina e que ainda no carro deu umas «bofetadas» ao motorista da Uber. «Estou arrependido. Peço desculpa», disse.

O coletivo de juízes aceitou, então, a confissão integral e sem reservas dos factos descritos na acusação do Ministério Público (MP), confirmando-se que, durante o percurso, os arguidos disseram ao condutor que «estava a ir no caminho errado», chegando o sexagenário a «sugerir a possibilidade de aquele estar a conduzi-los a algum lugar para os roubar».

Chegados ao destino indicado na aplicação, os arguidos continuaram a exigir que o motorista os levasse à outra oficina, ao que este explicou que, para tal, teriam de entrar novamente na APP e alterar a morada, «sugestão que foi rejeitada» pelo arguido mais novo, «que advertiu o ofendido de que, se não os transportasse para o destino que queriam, lhe “levava o carro”».

MP pediu pena de prisão para ambos (efetiva para o pai)

De seguida, o pai desferiu, «pelo menos duas bofetadas na cara e pescoço do ofendido, que fugiu para dentro da oficina, com o objetivo de se proteger. No interior, os arguidos agrediram o sócio-gerente da oficina a soco, tendo o pai desferido três golpes com o objeto cortante que tinha em sua posse».

No final, os lesados revelaram a possibilidade de desistir da queixa, mediante o pagamento de um valor a ser entregue a uma IPSS, caso se verifique a desqualificação dos crimes imputados aos arguidos.

Nas alegações finais, o MP pediu pena de prisão para ambos (efetiva para o pai), enquanto a defesa do homem de 43 anos equaciona o pagamento de multa e a do homem de 61 acredita numa pena suspensa.

Abril 15, 2026 . 09:30

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