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Dançar com Parkinson surge de “Casamento feliz” que potencia projeto humanista

Dançar com Parkinson é um programa de aulas gratuitas para doentes e seus cuidadores que se realiza mensalmente no Convento São Francisco, em Coimbra

Dançar com Parkinson surgiu de um «casamento feliz» entre as mentoras da atividade que potenciou um projeto humanista e de grande criatividade.

É, pura e simplesmente, um programa de aulas de dança gratuitas para pessoas com doença de Parkinson e seus cuidadores que se realiza mensalmente, desde junho de 2024, no “foyer” do Convento São Francisco, em Coimbra.

Margarida Castro, Anjos Macedo e Ana Morgadinho são alguns dos rostos desta iniciativa que resulta de uma parceria entre o projeto “Dançar com PK” e o Convento São Francisco (Câmara Municipal de Coimbra) que visa, acima de tudo, promover, através da dança, «a criatividade, memória, interação social e bem-estar físico e emocional de pessoas com doença de Parkinson», referem.

A ideia, que em Coimbra ganha cada vez mais adeptos, «é um projeto especial e representa muito em termos não só de benefício motor mas muito em termos de benefício emocional, até de certa forma cognitivo e de interação social», começou por explicar Ana Morgadinho.

A neurologista afirma que «um projeto desta natureza é algo que tem um valor inimaginável para os doentes». «Muitas vezes falo no projeto em consultas.

Dança Com Parkinson7

Ou seja, faço a consulta formal e no final normalmente endereço um ou dois convites para atividades um bocadinho mais “fora da caixa”.

E é muito engraçado ver a reação deles, muitas vezes até dos homens, porque dizem logo que nunca dançaram na vida e que não serão capazes. Mas depois acabam por experimentar, gostam e não deixam de participar», realçou a médica.

Ana Morgadinho considera estes «pequenos gestos grandes contributos», porque «mu­dam muito a qualidade de vida destas pessoas».

«O fac­to de estarem juntos com pessoas que têm o mesmo problema de saúde também é muito importante porque ainda há um estigma social muito grave, digamos assim, que ainda não está desconstruído», assumem as três mentoras do projeto em Coim­bra.

Margarida Castro diz estar «muito sensibilizada para este tipo de atividades», uma vez que, recordou, também fez bailado quando era mais no­va.

Perante a adesão que o projeto está a ter o membro da organização não descarta a hipótese de as aulas decorrerem «mais de uma vez por mês».

Outras das ambições de Margarida Castro passa pela «ativação do núcleo de Coimbra da Associação dos Doentes de Parkinson».

Em Portugal, “Dançar com PK” começou em Lisboa, em 2014, com aulas presenciais e a partir de 2020, com o início das aulas virtuais, passou a ser implementado a nível nacional. Em 10 anos de atividades este projeto ofereceu mais de 400 aulas gratuitas ajudando cada vez mais pessoas a melhorar a sua qualidade de vida.

Abril 13, 2026 . 13:30

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