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Parque de estacionamento do Convento São Francisco vai deixar de ser gratuito

Verbas do pagamento do estacionamento são apontadas como fonte de receita para compensar a redução da dotação

Câmara Municipal de Coimbra está em processo de análise e de estudo que prevê o fim da gratuitidade do parque de estacionamento do Convento São Francisco.
«Não tem sentido que o Convento São Francisco seja usado como parque de estacionamento», quando nas proximidades existe o parque da Praça das Cortes, salientou a presidente do município, a propósito da análise da nova tabela de preços para utilização dos espaços do CSF, que acabou por ser aprovada com a abstenção dos cinco vereadores da Coligação Juntos Somos Coimbra.
Na tabela não consta ainda o pagamento do estacionamento, no entanto, este fator é apontado por Ana Abrunhosa como uma das fontes de receita do espaço, que esta semana assinalou 10 anos de atividade.
«Com o público que tem, era expectável que o convento fosse sustentável e não é», salientou a autarca, lembrando que a dotação aprovada para o Convento São Francisco para 2025 foi de 650 mil euros e a dotação para 2026 é de 594 mil euros. «Esta redução já foi mais do que compensada com a redução de isenções e de reduções nos preços. Em 2025, as isenções e reduções no primeiro trimestre foram de 79.600 euros, em 2026, estas isenções e reduções são de 63,6 mil euros», adiantou.
«Estamos a falar num aumento das receitas de 16 mil euros no 1.º trimestre. Mantendo-se a tendência, compensa estes 50 mil euros» de redução, sustentou a presidente do município, acrescentando que a autarquia está «a prever novas fontes de receita, não só diminuindo as isenções, não só diminuindo as reduções, com mecenato, com o pagamento do estacionamento e com a revisão dos preços».
Ana Abrunhosa lembrou ainda que, «de 2021 a 2025, as isenções e reduções nos preços e nos valores perfazem o valor de 2,1 milhões de euros», o que «corresponde a um ano de programação».
A estratégia atual é «limitar ao mínimo as isenções e reduções», apostar numa «forma de gerir que pode permitir mais receitas e que pode vir de outras fontes [para além do orçamento], sem diminuir a atividade»
«Não é verdade que há um desinvestimento na cultura, o que é verdade é que não podemos permitir que a receita seja apenas do orçamento municipal», frisou.
A propósito da alteração da tabela de preços, o vereador José Manuel Silva (Juntos Somos Coimbra) considera que importa perceber o impacto que o aumento de preços tem no mercado.
Sobre o pagamento do estacionamento levantou também algumas dúvidas, nomeadamente no congestionamento que se pode criar em dia «de grandes eventos».|

Abril 11, 2026 . 08:30

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