
Misericórdia de Condeixa-a-Nova assinala 100 anos de apoio social
Dos mais velhos da sociedade, ao berço e infância, o dia-a-dia da Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova faz-se de apoio social às franjas da população que mais precisam. E não se trata apenas de ajuda a quem tem parcos recursos financeiros, mas também dar um lar a quem já não tem autonomia física e retaguarda a quem a família não pode estar presente 24 horas por dia.
Já lá vão 100 anos desde que esse apoio começou a ganhar corpo, primeiro de forma mais tímida, mas atualmente com grande força. A Misericórdia de Condeixa, diz o provedor, vive dias bons e prepara-se para grandes voos que lhe vão permitir servir mais e melhor. Por agora apagam-se as 100 velas do bolo de aniversário. A festa do centenário acontece amanhã.
O provedor Paulo Simões começa por dizer, com satisfação, que tem duas utentes no lar mais velhas do que a própria instituição. «É a casa delas», diz, sobre o lar que acolhe as duas utentes de 105 anos de idade e muitos outros utentes. Ao todo, contabiliza, são 130 “moradores” com «frequência total», que ocupam os vários lares da instituição - é só um edifício que foi sendo acrescentado com o passar dos anos, pelo que a Misericórdia considera que tem três lares. «Além da estadia e do conforto como se fosse uma família» os utentes têm também um conjunto diversificado de ocupações, que vão da animação cultural à ginástica, música, passeios e outras ocupações, além dos serviços médicos, de enfermagem e fisioterapia.
Centenário vai ser assinalado amanhã, com missa pelo Bispo de Coimbra e sessão de homenagens
À parte do lar, a Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova tem em funcionamento a valência de centro de dia, que funciona atualmente com 50 utentes, bem como o serviço de apoio domiciliário, que leva refeições e outro tipo de apoio - banhos, limpeza e o que seja necessário - a 60 pessoas.
Na área da infância, a creche Pézinhos de Lã está lotada, com 56 crianças, bem como a creche da Casa da Criança, igualmente cheia, com 41 crianças. O jardim-de-infância tem atualmente 35 alunos.
Juntam-se, ainda, as cantinas sociais, que cedem refeições a famílias carenciadas, a loja social juvenil, com todo o tipo de bens para crianças, o Centro de Acolhimento Residencial, para crianças encaminhadas pela Segurança Social ou tribunal, e a distribuição de produtos alimentares a famílias em carência económica.
«Fazemos mais de 600 refeições diárias», destaca o provedor, para dar nota da dimensão da instituição aniversariante que tem atualmente ao seu serviço 158 colaboradores e é um dos empregadores com mais peso no Município de Condeixa-a-Nova.
É toda esta dimensão social que ganha palco amanhã, nas comemorações do centenário da instituição. «A mensagem é de esperança e de compromisso, competência de todos que fazem parte desta estrutura», diz Paulo Simões.
O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, preside à missa solene marcada para as 10h00, a que se segue a cerimónia de homenagem aos antigos provedores, o descerramento de uma placa comemorativa do centenário e o almoço convívio.
Reestruturação do lar ainda este ano
A remodelação e reestruturação do chamado “Lar 1” é o projeto do curto-prazo na Misericórdia de Condeixa que Paulo Simões conta iniciar ainda este ano. Trata-se de uma obra que visa atualizar o mais antigo lar da instituição, redimensionando o espaço. Para outra fase, ainda sem prazos, fica a construção de um novo lar de raiz, num terreno já adquirido pela instituição, que o provedor conta este ano poder realizar projeto para fazer contas e perceber onde pode ir procurar apoio.












