
Mais de 270 mil pessoas retiradas em França e Espanha devido aos incêndios
Os incêndios em França e Espanha forçaram já a retirada de mais de 270 mil pessoas das suas casas e localidades, de acordo com balanços das autoridades dos dois países. Em França, o ministro do Interior indicou que desde quarta-feira cerca de 200 mil pessoas foram retiradas nas região de Gironde e dos Landes. Em Espanha, os incêndios florestais em curso na Comunidade de Madrid e em Ávila afetam já cerca de 80 mil pessoas, entre as que foram retiradas e as que se encontram confinadas, de acordo com os dados disponíveis por volta das 13:00 locais (menos uma hora em Portugal).
O incêndio na serra ocidental de Madrid afetou cerca de 55 mil pessoas, entre as cerca de 35 mil retiradas e 20 mil em confinamento, informou o delegado do Governo em Madrid, Francisco Martín, a partir da localidade de Cenicientos, onde tinha sido instalado o posto de comando avançado, que também será evacuado e transferido para Navalcarnero. A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, estimou em cerca de 50 mil o número de pessoas afetadas pelo incêndio, que obrigou à evacuação de várias localidades. Por seu lado, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, adiantou que na região de Madrid, tinham sido retiradas até hoje mais de 70 mil pessoas.
Os dois países enfrentam incêndios que permanecem incontroláveis na região de Madrid e nas proximidades da cidade francesa de Bordéus.
No total, já arderam cerca de 130 mil hectares desde 1 de janeiro em Espanha, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), e 98 mil hectares em França, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, que referiu um "recorde histórico". "Ainda há alguns incêndios que não estão controlados no território nacional", incluindo os incêndios em Gironde, nos Landes e em Var", acrescentou o ministro no final de uma reunião de balanço da situação.
Tanto em França como em Espanha, estes incêndios são consequência de florestas e vegetação que se tornaram mais inflamáveis devido à seca e às ondas de calor excecionais que se têm sucedido desde junho na Europa Ocidental.
Até ao momento, nestes últimos incêndios, não foram registadas mortes, nem em França nem em Espanha.










