
Pedro Pinto: “O sonho e objetivo é colocar o Alqueidão como uma referência desportiva”
Diário de Coimbra Como é que processou a possibilidade de começarem a representar a Casa do Povo de Alqueidão?
Pedro Pinto A realidade é que, tanto eu, como a minha irmã Sofia Pinto, por volta de 2008, 2010, quando começámos a fazer downhill, ela em Cadetes e eu já em Elites, éramos atletas da Casa do Povo de Alqueidão, que é de onde somos. Oficialmente actuávamos como atletas individuais porque não tínhamos equipa formalmente formada, mas eram essas as cores que defendíamos. Em 2014, quando pensámos em fazer a equipa não existia a informação que existe hoje e era preciso um treinador para poder formar uma equipa oficialmente. Tínhamos alguns amigos e familiares que corriam na Casa do Povo da Abrunheira e foi por isso que fomos para o clube. Juntámos um grupo de 10 amigos. A CP Alqueidão foi uma instituição à qual sempre estive ligado fazendo parte da Direção em diversas funções. Isto surge também na ótica de um problema de sermos uma equipa de Montemor-o-Velho a fazer BMX na Figueira da Foz e em Coimbra. Os municípios não nos apoiavam porque não éramos e não fazíamos atividades nos locais onde treinávamos. A meio do ano passado surgiu esta ideia de passar, pelo menos a parte do BMX, para a CP Alqueidão de modo a estarmos ligados à Figueira. Coimbra permite, através de contratos programa, que equipas que desenvolvam atividade lá tenham apoios por parte da autarquia. Queríamos crescer com apoios estruturados e estar também mais fortes no BMX. Depois, a CP Abrunheira mudou de estratégia em termos desportivos e entendeu que não fazia sentido continuar com o projeto e acabámos por passar tudo, por assim dizer. O que achámos que seria só um projeto de BMX no Alqueidão acabou por ser de tudo. Foram bons tempos. Foi um projeto que deu os seus frutos, lançou os seus atletas mas chegou ao fim e tem este recomeço.
Porque terminou o projeto na Casa do Povo da Abrunheira?
Para além do que disse, e apesar de ter existido sempre muita ajuda por parte da Casa do Povo da Abrunheira, também foi algo que fui fazendo da minha parte, com os patrocínios que encontrava e chegou a uma altura em que achei que fazia sentido, também como diretor desportivo, trabalhar para alguma coisa que fosse da minha terra que é Alqueidão. Como a lacuna do treinador e do conhecimento desapareceu ao longo dos anos com o facto de ter tirado o curso. sendo técnico de nível 2 UCI e em Portugal, ou seja, os entraves iniciais desapareceram, achámos que chegou a altura de trabalhar um projeto num território que é meu e meter a minha terra também no mapa.
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