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“É preciso acelerar procedimentos e prazos para concretizar obras”

Terceiro dia da Presidência Aberta dedicado à região, onde António José Seguro observou estragos provocados pelo mau-tempo em Penela, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra

O Presidente da República afirmou ontem ser «preciso acelerar todos os procedimentos e prazos para que as obras possam ser concretizadas», com o objetivo de recuperar rapidamente a região dos estragos provocados das intempéries de início do ano.

António José Seguro dedicou o terceiro dia de Presidência Aberta ao distrito de Coimbra, onde observou “in loco” os problemas que ainda persistem nas localidades de Penela, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra, nomeadamente no Dique de Casais do Campo, que rebentou e provocou a aluimento do tabuleiro da autoestrada A1 e a inundação dos campos do Baixo Mondego.

«Neste momento há um inventário de cerca de mil milhões de apoios que têm que ser restituídos às famílias, só foi ainda feito o pagamento de cerca de um terço desses apoios e, portanto, a minha exigência é sempre no sentido de ultrapassar prazos, comprimir prazos, para que, de facto, quer os privados, quer os públicos, possam acudir neste momento», referiu o chefe de Estado em declarações aos jornalistas em Penela, onde se apercebeu das condições em que se encontram as instalações dos Bombeiros Voluntários e as preocupações das populações, empresários e autarcas relativamente ao corte do Itinerário Complementar (IC3).

«A informação que eu obtive é que estão a ser feitas sondagens para perceber a solidez do que está por baixo da camada de alcatrão, para, depois, poder-se fazer a correção da estrada para que as pessoas possam circular livremente e quem tem atividades que dependem do IC3 possam rapidamente ter a sua atividade comercial e económica normalizada», frisou António José Seguro.

«A minha responsabilidade e o meu entendimento desta Presidência Aberta passa por encontrar soluções, ajudar a encontrar soluções e, sobretudo, sensibilizar quem tem a responsabilidade de as cumprir para que, de facto, a vida das pessoas, famílias, empresas volte à normalidade», sublinhou

Seguro não escondeu, todavia, que o «Governo já reconheceu que há atrasos no que diz respeito aos apoios» e, portanto, nesta matéria diz ser «importante compreender o que é que aconteceu, o que é que está a acontecer, para que as soluções possam ser mais expeditas».

No município de Soure, o Presidente da República visitou o Lar da Associação Cultural Recreativa e Social de Samuel, que durante o mau- tempo manteve a sua atividade normal, por estar equipado com gerador e depósito de água. «É um bom exemplo que tem de ser replicado em todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e unidades com pessoas em situação em vulnerabilidade», precisou o chefe de Estado.

Ainda em Soure, Seguro “ouviu as dores” dos agricultores do Baixo Mondego e teve a perceção dos avultados prejuízos que o mau-tempo causou. Nesta ocasião, o presidente da Câmara de Soure recordou ao chefe de Estado que o “armazém” onde se encontrava contava a «história de homens que trabalham a terra e quem necessitam de ser apoiados».

«Os agricultores necessitam de infraestruturas que funcionem», disse Rui Fernandes. À tarde, Seguro visitou o Centro de Alto Rendimento em Montemor-o-Velho e o Dique em Casais do Campo (Coimbra).

O Presidente da República salientou ainda «o papel relevante» da Estrutura de Missão para a recuperação da região Centro, afirmando que o seu coordenador, Paulo Fernandes, como ex-autarca, conhece «as dores dos autarcas» e «tem sensibilidade para agilizar e ultrapassar os processos burocráticos e administrativos que neste momento ocorrem».

António José Seguro reconheceu, contudo, que uma das primeiras conclusões desta Presidência Aberta é que «é preciso deixar de prometer às pessoas a resolução dos problemas com urgência», porque, «aparentemente, diz, «é impossível fazê-lo».|

Abril 9, 2026 . 08:00

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