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Musical Louzan estreia “Entre o Xisto e o Mondego”

Espetáculo acontece no Teatro Municipal da Lousã, na noite de sexta-feira e conta com a participação do Orfeon Académico de Coimbra.

Entre o Xisto e o Mondego” é a mais recente produção do Musical Louzan, com estreia marcada para sexta-feira, às 21h30, no Teatro Municipal da Lousã. Um espetáculo de 90 minutos, que conjuga música, bailado e teatro e tem a particularidade de associar as raízes e a identidade própria do grupo (xisto), com o traço distintivo da Canção de Coimbra (Mondego). O Orfeon Académico de Coimbra e o guitarrista Paulo Almeida são convidados de honra e elementos-chave no alinhamento de uma noite que transporta para o palco memórias, histórias e lugares.

Os preparativos começaram há um ano e Pedro Curvelo, fundador e responsável pelo Musical Louzan, destaca dois «momentos altos» desta nova produção. O primeiro com a apresentação de “Coimbra”, uma peça protagonizada pelos músicos do Louzan e do Orfeon. «São 29 músicos em palco», faz notar. «É uma canção de Coimbra com a nossa identidade e a identidade do Orfeon», o que significa que «não é um fado», é «uma canção de Coimbra diferente» que tem, «na sua génese, a guitarra de Coimbra – com Paulo Almeida – e a sonoridade da canção de Coimbra».

Um segundo grande momento, este sem a guitarra de Coimbra, mas mantendo em palco o Musical Louzan e o Orfeon, está reservado para a apresentação da composição “Camões”, que assinala os 500 anos do autor de “Os Lusíadas”. Aqui serão 28 músicos a atuar em simultâneo.

O espetáculo inclui, ainda, momentos a solo com os orfeonistas e com o Musical Lousã e, mais uma vez juntos, vão interpretar a peça “Talasnal”, um original – sublinhe-se que o grupo só interpreta composições originais – que integra o elenco da sua primeira grande produção, “A Lenda da Princesa Peralta”.

 

Os bilhetes para “Entre o xisto e o Mondego” têm um custo de sete euros, sendo que dois euros revertem para apoiar as salas sensoriais da EB1 e da EB2 da Lousã. 

Em perspetiva está uma «viagem artística», que conta a participação do ator José Nobre Quaresma, do cantor Nuno Henggeler e das bailarinas Rafaela e Juliana Fernandes, que «reforçam a dimensão cénica». A apresentação está a cargo de Elisabete Ferreira e de Carlos Carranca Dias, da Barraca Preta.

O grupo Musical Louzan, fundado em 2019, tem «vindo a crescer», diz Pedro Curvelo, satisfeito com o trabalho de bastidores feito ao longo do último ano para preparar esta estreia e acredita que, à semelhança do que aconteceu com “A Lenda da Princesa Peralta”, que teve uma grande aceitação, “Entre o Xisto e o Mondego” também irá “correr bem”. «Estamos ansiosos para ver a reação das pessoas», confessa, ciente que «o público é o grande júri».

Depois da estreia, no Teatro Municipal da Lousã, cedido pelo município, Pedro Curvelo gostaria que se abrissem outras portas, convites para levar o espetáculo a outros concelhos, designadamente a Coimbra. «Gostávamos de tocar nos castelos do nosso distrito», diz ainda, lembrando que os espetáculos do Musical Louzan «não se esgotam na música, incluem teatro e bailado». «Gostávamos de poder tocar nos castelos de Penela e de Montemor e também de tocar em Coimbra», concretiza. O responsável assume, também, o grande desejo de apresentar “A Lenda da Princesa Peralta” nas Ruínas de Conimbriga, precisamente o local onde começou a história, e regressar, depois, ao Castelo da Lousã, também ele um elemento essencial da lenda. A rota está traçada, só faltam os convites!

Abril 7, 2026 . 09:10

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