
Kuwait pede às pessoas que fiquem em casa a horas do fim do ultimato de Trump
O Kuwait pediu hoje à população para evitar sair de casa a partir das 00:00 locais e o principal porto do Bahrein anunciou o seu encerramento a poucas horas do fim do ultimato de Washington a Teerão.
”O Ministério do Interior informa os cidadãos e os residentes (estrangeiros) de que é crucial permanecer em casa e evitar sair, salvo em caso de absoluta necessidade, desde as 00:00 locais [22:00 em Lisboa de terça-feira], até às 06:00 [04:00 em Lisboa] da manhã de quarta-feira, 08 de abril”, indicou o ministério do Kuwait num comunicado publicado na rede social X.
No Bahrein, as operações do principal porto serão “temporariamente suspensas a partir do início” de quarta-feira, anunciou entretanto o operador da infraestrutura, a empresa APM Terminals Bahrein, que gere o porto Khalifa Bin Salman.
A APM Terminals Bahrein indicou “estar constantemente a adaptar-se às circunstâncias e, consequentemente, ter suspendido temporariamente as suas operações nas últimas semanas, sempre que necessário”, num comunicado transmitido à agência de notícias France-Presse (AFP).
Estes anúncios surgem a poucas horas do fim do ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irão, com o líder norte-americano a ameaçar destruir as infraestruturas vitais do regime de Teerão.
Washington exige que o regime iraniano volte a deixar passar todos os navios no Estreito de Ormuz.
“O regime iraniano tem até às 20:00, hora de Washington [01:00 de quarta-feira em Lisboa], para aproveitar a oportunidade e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Só o Presidente sabe qual é a nossa posição e o que vai fazer”, declarou hoje a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
A porta-voz presidencial respondia a questões sobre um eventual recurso a armas nucleares por parte dos Estados Unidos, possibilidade que negou, e sobre notícias de que o Irão teria interrompido todas as linhas de comunicação com Washington.
Entretanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou que poderão surgir novos desenvolvimentos ainda hoje, sem esclarecer se existem condições para retomar negociações com o Irão.
As tensões mantêm-se elevadas, com relatos de suspensão de contactos diretos entre Teerão e Washington, num contexto de intensificação dos ataques militares e de crescente incerteza quanto à evolução do conflito.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irão bloqueou parcialmente o trânsito no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a circulação de navios de países considerados aliados, o que contribuiu para a subida dos preços da energia.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca na segunda-feira, o Presidente republicano admitiu não estar preocupado com a possibilidade de cometer crimes de guerra no Irão, caso avance com ameaças de bombardear infraestruturas civis.
"Não estou preocupado com isso", disse Trump quando questionado sobre a eventual destruição de centrais elétricas iranianas.
O chefe de Estado norte-americano defendeu que o verdadeiro "crime de guerra" seria permitir que o Irão desenvolvesse armas nucleares, acusando também as autoridades de Teerão de repressão violenta sobre manifestantes.











