
Viagem histórica pela cerâmica da Figueira
Intitula-se “Memórias de Barro - As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” e é uma exposição organizada pelo Museu Municipal Santos Rocha, patente na Casa do Paço até 31 de outubro. A mostra propõe uma viagem pelo património industrial e cultural de várias fábricas de cerâmica do concelho e pode ser visitada de quarta-feira a sábado, das 14h00 às 18h00, com entrada gratuita. São peças em barro, desde louça branca e vermelha a materiais de construção, que estavam “escondidas” um pouco por toda a cidade. Agora estão à vista de todos numa reconstrução histórica que está complementada com fotografias e documentos.
«É com muita alegria que abrimos estas portas», afirmou Sónia Pinto, chefe da Divisão de Monumentos Históricos, na inauguração da exposição, assumindo que esta iniciativa «cumpre os objetivos» daquele departamento que engloba o Mosteiro de Santa Maria de Seiça, o Paço de Maiorca e a Casa do Paço. «Cumpre aquele que é um dos nossos desígnios: acolher a história local», acrescentou.
Manuela Silva, chefe da Divisão de Museu e Núcleos, sublinhou que “Memórias de Barro” é uma exposição «que se distingue pela forma como foi pensada, uma vez que convoca as pessoas e as suas histórias e que se aproxima com a própria história da cidade». Resultado de uma investigação profunda da equipa interna do Museu Municipal, a responsável referiu ainda que a mostra é «extremamente valiosa no património da Figueira da Foz, pois faz pensar a cidade que fomos e a cidade que somos».
O trabalho de investigação foi liderado por Marta Fernandes, do Museu Municipal, que assumiu a curadoria da exposição e agradeceu a presença de todos, mas, sobretudo, dos descendentes dos fundadores de algumas das fábricas de cerâmica que contribuíram para a concretização deste projeto. Além disso, fez saber que a mostra tem a particularidade de ter vitrinas vivas para acolher mais peças particulares.
“Memórias de Barro” está dividida por quatro salas. À entrada dão-se a conhecer os bastidores do trabalho museológico, enquanto na segunda sala é feita a apresentação das principais fábricas de material de construção que se concentravam nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, que beneficiaram da abundância de barros locais. Segue-se a história e os testemunhos materiais das principais fábricas de cerâmica utilitária e decorativa e, por fim, a última sala relembra a Fábrica do Senhor da Arieira, em Tavarede, que recebeu uma menção honrosa na Exposição Industrial e Agrícola de 1901.











