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Tradição cumpre-se com a venda das arrufadas na Baixa de Coimbra

Vendedeiras vestidas a rigor apregoam na Praça 8 de Maio para vender as arrufadas.

Os pães doces, redondos em formato de coroa, dourados e fofos estão dispostos nas cestas de verga e cobertos por panos de renda brancos. As arrufadas de Coimbra são hoje vendidas por membros do Grupo Etnográfico Região de Coimbra que ano após ano recria a tradição da venda de arrufadas no sábado de Aleluia, ou seja no sábado que antecede a Páscoa, dia em que os padrinhos compravam a arrufada para oferecer aos afilhados.

Hoje, as arrufadas podem ser compradas em várias pastelarias da cidade, mas a XV Feira das Arrufadas continua a levar muita gente até à Praça 8 de Maio para comprar o bolo conventual como forma de recordar outros tempos.

 

 

«Apesar de ser um pouco diferente dos doces conventuais típicos, é também um bolo que surge da doçaria conventual, mais propriamente do Convento de Sant'Ana», explicou Bela Gonçalves, diretora técnica do Grupo Etnográfico.

«As vendedeiras andavam rua acima, rua abaixo e apregoam a venda das arrufadas. No sábado de Aleluia as mulheres juntam-se em grupo, ponham as arrufadas mais bonitas à frente, dentro dos cestos muito arranjados e com panos brancos para fazer a venda das arrufadas numa feira que era realmente grande», explicou.

Atualmente, o grupo recria esta tradição e até às 13h00, as vendedeiras com os trajes típicos vão estar a vender cerca de 500 arrufadas com pregões típicos.

Março 28, 2026 . 12:03

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