
IPMA deve analisar previsão da Kristin e melhorar modelos
O presidente da Câmara de Leiria pediu hoje ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para analisar a previsão efetuada na tempestade Kristin e para melhorar os seus modelos. «Estão todos recordados, conforme os avisos e os modelos que o IPMA avançou no dia 27 e no dia 26, em que anunciaram a tempestade», começou por referir Gonçalo Lopes, na conferência “O futuro pós-calamidade”.
O autarca sublinhou que «os modelos que o IPMA utiliza dava entrada da tempestade entre Mira e Figueira da Foz». No entanto, «havia a correr na “internet” modelos, feitos por outros especialistas, jovens cientistas, que acertaram no sítio onde ia entrar».
Dois meses depois da tempestade Kristin «50% da população na região de Leiria ainda não tem comunicação»
«O próprio IPMA tem de fazer um balanço do que aconteceu. Vamos precisar mesmo de um instituto capaz, de ter mais informação, mais estações, mais imagens, mais valorização e mais participação científica, para encontrar modelos de prevenção mais ajustados», alertou.
Para Gonçalo Lopes, uma previsão mais precisa ajudará ao «pré-posicionamento de meios». «No caso concreto, geradores, reposição, etc., podiam ter sido melhorados se tivéssemos tido um modelo previsivo», acrescentou, ao frisar que não se trata de uma crítica. O presidente lamentou que quando se assinalam dois meses da tempestade Kristin - este sábado - haja ainda «50% da população na região de Leiria sem comunicação».











