
Desencarceramento testa aprendizagens
Para os profissionais envolvidos, é mais um treino, mas para os estudantes de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Pessoa em Situação Crítica vai ser um «momento de aprendizagem». Falamos de um simulacro de desencarceramento, a realizar hoje nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, a partir das 10h30. Uma atividade de formação, organizada pela Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC), em parceria com os Bombeiros e com a Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego, que visa avaliar a «correta e eficaz prática das técnicas utilizadas pelas equipas de socorro para libertar vítimas encarceradas, geralmente na sequência de acidentes rodoviários» e sua estabilização, esclarece a ESEUC.
Para o docente Rui Baptista, regente da unidade curricular “Pessoa em Situação Crítica”, esta atividade é «fundamental», uma vez que «permite treinar um cenário próximo da realidade, onde o sucesso depende da articulação entre as equipas, na avaliação, na segurança/estabilização e na abordagem clínica a realizar no teatro de operações».
Citado numa nota de imprensa, o docente destaca, ainda, que a «presença de “vítimas”» - papel desempenhado pelos estudantes - «aumenta o realismo, obrigando as equipas a comunicar de forma clara e tranquilizadora, a dar instruções adequadas e a proteger a “vítima” de riscos associados às intervenções e ao ambiente, reduzindo a probabilidade de lesões secundárias».
Rui Baptista entende que «um simulacro interprofissional de desencarceramento permite o desenvolvimento de competências técnicas e não técnicas, com melhoria nos tempos de resposta, na tomada de decisão, nas comunicações, liderança e na logística de meios e materiais necessários nestes contextos de elevada instabilidade».
Ana Raquel Santos, da ULS Baixo Mondego, destaca a pertinência destas iniciativas para o desenvolvimento de «respostas cada vez mais qualificadas, eficazes e integradas» e Adérito Machado, presidente dos Bombeiros, valoriza o trabalho de «solidariedade», a importância do «conhecimento adquirido» e a vontade de «o partilhar» com o propósito de «salvar» mais vidas.











