
Estudantes pedem gratuitidade no ensino superior, mas ministro volta a defender aumento das propinas
No dia nacional do estudante, que hoje se assinala, mais de 50 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE) de diferentes zonas do país, entre associações de estudantes, associações académicas, núcleos, grupos académicos, tunas e comissões de residentes, participam na manifestação que começou no Rossio e vai terminar em frente à Assembleia da República.
“Queremos um ensino superior para todos e cada vez há menos estudantes a entrar no ensino superior e são mais suscetíveis os mais pobres que não conseguem entrar” disse à Lusa o porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma das organizadoras da manifestação.
Se por um lado os estudantes pedem o fim do pagamento de propinas no ensino superior, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, voltou hoje a defender um aumento do valor das propinas.
A propina deve ser atualizada segundo a taxa de inflação, porque de facto tem vindo a diminuir nos últimos anos. Está congelada, mas tem vindo a diminuir, porque temos inflação”, defendeu o ministro da Educação, Ciência e Inovação, no final de um encontro com associações e federações estudantis de todo o país.
Fernando Alexandre lembrou a posição “muito clara” do Governo que vê as propinas como “uma forma de financiamento relevante” para as instituições de ensino superior, porque reforçam a sua autonomia e reduzem a sua dependência do Governo.
“A Academia de Coimbra defendeu desde sempre, historicamente, o fim da propina e a criação do ensino superior gratuito”, disse o presidente da Associação Académica de Coimbra (ACC), José Machado, em declarações aos jornalistas no final do encontro que se realizou no Teatro Thalia, em Lisboa.
Apesar deste ponto de discórdia entre alunos e ministro, os restantes temas mereceram hoje o apoio dos representantes dos estudantes, que pedem mais apoios sociais, em especial no que toca à oferta de alojamento.
O ministro garantiu que em setembro haverá “mais 14 mil camas” em residências universitárias do que as existentes atualmente, apesar de reconhecer que este aumento não irá resolver o problema.











