
Competição tecnológica uniu uma centena de estudantes no BotOlympics
Uma centena de alunos do Ensino Básico, Secundário e Superior participou na maior competição de robótica da região Centro onde a tecnologia e a programação estiveram “em alta”, unindo equipas e entusiastas pelo mundo da robótica e atraindo curiosos ao Alma Shopping.
Para Tiago Furtado, coordenador-geral do evento, a iniciativa que terminou ontem «correu extremamente bem e foi gratificante para toda a organização».
Segundo o responsável, na 11ª edição do BotOlympics as inscrições ficaram «quase cheias», com 20 alunos de escolas do Ensino Básico, 40 alunos do Ensino Secundário e 40 do Ensino Superior, que ao longo de quatro dias se empenharam na superação dos desafios e colocaram os seus robôs e os seus conhecimentos à prova nos mais variados circuitos.
Coordenador-geral do evento destaca o sucesso da iniciativa que reuniu entusiastas durante quatro dias

A iniciativa foi composta por três torneios
Na prova ISR do Ensino Básico os alunos tiveram de percorrer com o seu robô uma pista, utilizando sensores, com o propósito de se desviarem dos obstáculos que fossem surgindo.
Os grandes vencedores da competição neste escalão foram os alunos do Colégio Novo da Maia, de seguida o Agrupamento das Escolas de Pombal e em terceiro lugar do pódio ficou o Agrupamento de Escolas Raul Proença. Aos vencedores foi entregue um kit de robótica à escolha da escola.
Relativamente à prova Bot N’Roll, destinada aos alunos do Ensino Secundário, o desafio foi diferente
Com os sensores do robô os estudantes tinham de recolher e entregar encomendas.
O Agrupamento de Escolas Raul Proença venceu este desafio alcançando o primeiro lugar, com a Escola Avelar Brotero em segundo e o Agrupamento de Escolas de Pombal na terceira posição.
Neste caso, foram entregues vários prémios, entre eles uma coluna de som karoke com microfone incluído, um teclado e um micro-computador.
Prova FCTUC do Ensino Universitário

Já na prova FCTUC do Ensino Superior, os alunos seguiram com o seu robô um ladrão em fuga utilizando os sensores para circular através de um médio labirinto.
Estudante destaca o evento na promoção do trabalho de equipa e na gestão do stress
Gabriel Silva, estudante de Engenharia Eletrotécnica da FCTUC destacou a realização deste evento “extra-curricular” que, em sua opinião, contribuiu para a evolução profissional e individual.
«Estas iniciativas são uma mais-valia porque isto é a promoção do trabalho de equipa, gestão de stress, competitividade e busca e disseminação do conhecimento», realçou o estudante.
Gabriel Silva contou que a sua equipa estava convencida no início do BotOlympics de que iria dominar o evento e o desafio num único dia, o que não aconteceu devido ao nível de complexidade exigido na atividade e também especificamente nos sensores.
Os membros da sua equipa, a Pêjota, acabaram por contornar o problema através da criação de sistemas rudimentares.
«Como os organizadores nos fornecem um mapa do labirinto, o nosso robô quando começa já sabe do que é composto o labirinto, e sabe se tem uma parede em baixo, em cima ou à esquerda», explicou Gabriel Silva.
Os vencedores da prova Universitária foram os “Enólogos amadores”, cujo prémio foi uma impressora 3D, seguidos dos “BOTapracima” que receberam um monitor e em terceiro lugar os “Pêjota” com uma fritadeira sem óleo.
Expectativas são «altas» para a próxima edição do BotOlympics












