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Bombeiro do Porto bate recorde do “Elite Quebra Costas Internacional”

Álvaro Martins fez o percurso de 500 metros entre o Arco da Almedina e a Universidade de Coimbra em 2m39s. Mais de 600 operacionais participaram na prova. Veja o vídeo

Álvaro Martins, subchefe de 2.ª classe do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto, foi o grande vencedor da IV Elite Quebra Costas Internacional.

O operacional fez o percurso de 500 metros, entre o Arco da Almedina e a Universidade de Coimbra, em 2m39s, batendo, desta forma, o recorde que estava na posse de Paulo Costa, do Batalhão de Bombeiros Sapadores de Coimbra, com 2m42s.

Já nos femininos, o melhor tempo pertenceu a Ana Valentim, do Regimento Sapadores Bombeiros Lisboa, com 4,04, posicionando-se na 57.º posto da geral

A prova de resistência, com desnível positivo de aproximadamente 113 metros e um declive médio de sensivelmente 14,1%, testa os limites físicos e psicológicos dos participantes, que sobem da Baixa à Alta de Coimbra com equipamento de proteção individual (EPI) urbano completo, com um peso de 30 quilos, reuniu nesta edição cerca de 600 bombeiros, em representação de perto de 50 corporações de todo o país, incluindo a Região Autónoma da Madeira.

Álvaro Martins Bombeiro Do Porto

Do distrito de Coimbra estiveram presentes cerca de 200 operacionais, evidenciando o forte envolvimento regional.

Logo pelas 9h00 a rua Ferreira Borges mais parecia um enorme quartel de bombeiros, tal era a quantidade de participantes que se preparavam para a prova com um nível de exigência física e psicológica bastante elevado. Na rua, quem passava observava atentamente a forma como os operacionais se equipavam.

Luís Malheiro, de máquina fotográfica em punho, foi um dos espectadores atentos da prova.

«Já o ano passado estive presente. Gosto de fotografar estas coisas», adiantou à reportagem do Diário de Coimbra, sublinhando que iria acompanhar os “atletas” até à Universidade para «fazer depois fazer um álbum da prova».

 

O “Elite Quebra Costas Internacional” teve o seu início junto ao Arco da Almedina.

Ali, e antes dos concorrentes se lançarem à subida para a Alta os equipamentos de proteção individual urbano completo, com um peso de 30 quilos, eram verificados.

Depois, iniciava-se a aventura.

O esforço era imenso, bem patente na cara dos operacionais, e já junto à Porta Férrea, onde estava instalada a meta, o cansaço tomava conta participantes, mas o sentimento era de felicidade por ter cumprido a exigente “ Elite Quebra Costas Internacional”.

Vânia Duarte, dos Bombeiros de Arganil, participou pela primeira vez na prova, e decidiu inscrever-se para se «desafiar».

«É um desafio físico mas psicologicamente temos que ser muito resilientes», frisou, acrescentando que a provas «correu bem» porque chegou ao fim. «Acabar era a prioridade, porque, sinceramente, o tempo não importava», destacou.

Já João Santos, dos Bombeiros da Lousã, salientou que a prova «correu bastante bem». «É um percurso que conheço porque já é o quarto ano que participo nesta prova que testa os nossos limites», referiu.

«A preparação física é fundamental e depois é preciso mostrar o que nós temos que ser no nosso dia a dia: profissionais, resilientes e nunca desistir até chegar sempre ao fim», concluiu.

Março 22, 2026 . 08:00

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