
Legionella detetada na rede de águas quentes dos HUC
Foram detetados indícios da presença de Legionella nos Hospitais da Universidade de Coimbra. A informação foi ontem confirmada pela Unidade Local de Saúde de Coimbra, em comunicado, ao Diário de Coimbra.
«No âmbito do plano de prevenção e controlo da Legionella, a Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra) informa que foram detetados indícios da presença de Legionella pneumophila em alguns dos pontos da rede de águas quentes sanitárias (AQS) que abastecem os pisos abaixo do 3.º (inclusivamente) dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)», escreveu ontem a ULS, num comunicado divulgado ao final da manhã, e numa altura em que os funcionários da unidade de saúde já tinham sido informados do sucedido.«Apesar de ainda estarmos a aguardar o relatório analítico formal do laboratório, foram já tomadas medidas relacionadas com a rede de AQS que visam a resolução do problema», lia-se na mesma nota. «Adicionalmente, foram adotadas medidas de mitigação do risco de exposição de doentes e profissionais», adiantava também o mesmo documento.
Num comunicado divulgado a nível interno, a ULS informava que a presença foi ainda detetada no edifício principal dos hospitais.
Foi determinada a proibição temporária de banhos com chuveiro em todos os pisos abaixo do 3.º piso
Em jeito de esclarecimento, podia ler-se na nota interna que a «Legionella pneumophilla é transmitida apenas por aerossóis contendo a bactéria, não se transmitindo pela ingestão de água».
Uma vez que apenas a rede AQS permite o desenvolvimento da bactéria, «o risco não está presente em todos os equipamentos abastecidos pela rede de água fria, nomeadamente máquinas de lavar-louça, máquinas de café, máquinas de desinfeção de dispositivos médicos e de arrastadeiras, entre outros».
Assim, e de forma preventiva foi determinada «a proibição temporária de banhos com chuveiro em todos os pisos abaixo do 3.º piso (inclusivamente), substituindo-os por banho no leito ou outras alternativas sem geração de aerossóis», até nova indicação. A isso juntou-se o «uso obrigatório de máscaras FFP2 (peça facial filtrante nível 2) por profissionais na manipulação de água quente (nomeadamente aberturas de torneiras/duches, lavagens) e sempre que haja risco de aerossolização», bem como a «proteção adicional ocular/face em procedimentos com salpicos/aerossóis com água quente». A ULS, garantia ainda circular interna, está «a acompanhar a situação e tem as equipas necessárias prontas a assegurar o controlo, prevenção e mitigação do problema».












