
Morador indignado com galinheiro à porta de casa
Na Rua do Grupo, em Carritos, freguesia de Tavarede, existe um galinheiro situado no logradouro de uma habitação particular com várias aves - entre galinhas, galos, patos e gansos -, o que tem provocado o descontentamento dos vizinhos nos últimos anos. Arménio de Oliveira Benta é um dos moradores que se mostra «mais indignado» com a situação, pois é quem se sente mais afetado porque tem o galinheiro «mesmo à porta de casa».
Conta que são mais de 50 animais, que o barulho é constante e que há dias em que o cheiro é intenso e nauseabundo devido à falta de limpeza regular do espaço, o que atrai ainda muitas moscas e mosquitos, sobretudo em dias de mais calor.
«Não posso ter as janelas de casa abertas. É lamentável que aos 82 anos esteja lesado e prejudicado na minha qualidade de vida, porque o que está ali é um caso de atentado à saúde pública», afirma Arménio de Oliveira Benta. O morador diz que tudo começou pouco tempo depois de ter ido para ali viver e que está «saturado» do agravamento da situação nos últimos anos. «Comprei a minha casa há 21 anos. Pouco tempo depois, o vizinho da frente começou com um pequeno galinheiro doméstico e na altura ainda o confrontei, mas fui ignorado. Ao longo dos anos o galinheiro foi aumentando e agora tem uma quantidade de animais que não é compreensível», comenta.
Arménio de Oliveira Benta garante que não quer criar conflitos com o vizinho e, por isso, tentou sempre resolver o problema de forma correta. Até que em 2024 apresentou uma queixa na Câmara Municipal. «De acordo com o artigo 53º do Regulamento de Gestão de Resíduos Urbanos, Limpeza e Salubridade do Município da Figueira, com data de 30 de março de 2020, é proibido criar ou abrigar animais em condições que prejudiquem a salubridade do local e das zonas envolventes que possam constituir prejuízo para os moradores vizinhos», argumenta.
Fonte da autarquia assevera no entanto que o galinheiro está legal, tendo sido avaliado no ano passado pelo Município da Figueira da Foz através da Divisão de Ambiente, do Serviço Veterinário Municipal e do Serviço de Fiscalização da Divisão de Urbanismo.
«Quanto à avaliação das condições de salubridade, nas três visitas ao local, não foram por nós detetados odores de teor anormal para a atividade», indica o relatório emitido pelo Serviço Veterinário, a que o nosso jornal teve acesso.
O mesmo documento refere ainda que foi efetuado pelos proprietários do galinheiro o registo da exploração de detenção caseira. Face ao exposto, esta foi a decisão do veterinário municipal: «Considero que a exploração se adequa aos animais que nela se encontram». Já a reclamação efetuada pelo munícipe no portal de ocorrências DIGA FIGUEIRA foi concluída por se considerar que «o espaço não representava uma ameaça para o bem-estar e saúde».











