
Aos 100 anos, Clarisse é um exemplo de resiliência
Uma das residentes mais antigas do Centro Social e Paroquial de Ervedal da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital, comemorou na terça-feira um século de vida. Maria Clarisse assinalou os seus 100 anos rodeada de carinho, numa festa preparada pela equipa da instituição que considera a sua casa há já 18 anos.
«Fui a primeira a entrar para esta casa», recorda, com um sorriso, visivelmente emocionada com a celebração. O ambiente foi de alegria, com bolo, convívio e palavras de reconhecimento por uma vida longa e marcada por resiliência.
Apesar da idade, Clarisse mantém um espírito leve e bem-humorado. Questionada sobre o segredo para alcançar os 100 anos com tanta jovialidade, respondeu com graça: «Não conto a ninguém».
A viver no lar há quase duas décadas, garante sentir-se bem e acompanhada. «A equipa é muito agradável. É minha amiga», afirma, destacando a importância do convívio no seu dia a dia, que passa de forma tranquila, mas sempre com gosto pela conversa.
Natural de Ervedal da Beira, onde sempre viveu, Clarisse teve uma vida de trabalho intenso. «Trabalhei muito», conta, lembrando os anos em que, juntamente com o marido, cuidava de uma casa. Ficou viúva há cerca de 40 anos e enfrentou também a dor da perda de uma filha, que morreu aos 23 anos. «A minha vida foi muito complicada», diz. Ainda assim, assume-se como uma mulher de força e resiliente.
Aos 100 anos, a fé continua a ser um dos seus pilares, confessando que reza todos os dias.
Entre risos, abraços e votos de mais anos de vida, o momento foi de celebração e gratidão. Um século depois, Maria Clarisse é vista como um exemplo de vida para todos à sua volta, sendo prova viva de que, mesmo com dificuldades, é possível chegar longe com força e fé.











