
“DOC.Coimbra” desperta olhares sobre a realidade
A 3.ª edição do “DOC.Coimbra”, festival de cinema que exibe filmes que refletem sobre questões sociais e que exploram as possibilidades da linguagem do cinema documentário, teve ontem início, com o filme “Mamã Guiné”, no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV).
O evento, realizado na cidade de Coimbra, atrai realizadores, estudantes e entusiastas do cinema, proporcionando uma plataforma para exibir filmes relevantes e promover debates enriquecedores. Com um olhar sensível e poético sobre o presente e passado, o festival promete despertar os espectadores para outros olhares sobre a realidade
«Neste evento vamos exibir, em 38 sessões, 65 filmes de 33 países, estando 55 em competição e 10 em mostras paralelas. Além dos filmes em competição, temos também uma mostra retrospectiva sobre Leonora Areal, uma realizadora portuguesa muito importante», explicou Jonas Amarante.
DOC.Coimbra tem sessões no TAGV, Auditório IPDJ, Círculo Sereia-CAPC e Casa da Esquina
O DOC.Coimbra decorre até domingo (22 de março), com sessões no TAGV, Auditório IPDJ, Círculo Sereia-CAPC e Casa da Esquina e os filmes são divididos em várias secções competitivas, nomeadamente curtas e longas-metragens internacionais e filmes lusófonos, tendo, igualmente, sido selecionadas oito curtas-metragens para o Programa Educativo a realizar em parceria com a Anozero'26 Bienal de Coimbra.
«O processo de curadoria é bastante longo. Recebemos mais de 800 filmes nesta edição e contamos com nove curadores no total, que ao longo de alguns meses selecionaram os filmes para chegar a uma “shortlist” para no final termos estes 65 filmes, que achamos que são muito pertinentes para exibir ao público de Coimbra», revelou um dos diretores do “DOC.Coimbra.
Filmes para se pensar os problemas contemporâneos
«São filmes, muitas vezes, fortes, incómodos, mas que são necessários para pensarmos sobre os problemas contemporâneos, sobre a sociedade, sobre as pessoas e o mundo em geral», sublinha o responsável.
Para Jonas Amarante, este festival apresenta filmes «muito focados nas pessoas». «Temos filmes que tratam da questão do meio ambiente, políticas, guerras - do passado e do presente – ao mesmo tempo que existem películas que falam sobre o papel das mulheres», referiu o responsável












