
Igreja propõe via-sacra especial para a comunidade académica
Um momento especial. De fé, de espiritualidade e de arte, particularmente dedicado à comunidade académica. É o que se viverá amanhã, a partir das 21h15.
O Serviço Pastoral do Ensino Superior (SPES) e o Centro Universitário Manuel da Nóbrega (CUMN) decidiram, em conjunto, organizar uma via-sacra especial que pretende fazer «a conjugação da espiritualidade com a arte», trazendo «uma linguagem simples e próxima do contexto universitário».
“Caminho para a Paz” é o nome da iniciativa, com início às 21h15, junto ao Centro Universitário Manuel da Nóbrega e terminando junto ao edifício do Instituto Universitário Justiça e Paz (IUJP), passando pelas principais artérias da Alta de Coimbra e entrando «em algumas igrejas icónicas da cidade», avança a organização.
De acordo com Nuno Fileno, capelão da Universidade de Coimbra e diretor do IUJP, esta Via-Sacra é «especialmente dirigida à comunidade estudantil» e tem como principal objetivo «seguir os passos de Jesus, no seu caminho para a Cruz, acompanhada pelos dramas que motivam, hoje, tantas guerras e divisões», avança, citado em comunicado, o padre responsável.
«Ao longo das estações da Via-Sacra, os participantes revisitarão palcos de divisão e de discórdia no mundo que, de modo artístico, trarão à contemplação da cruz de Jesus um realismo pastoral, que aproxime o evento salvador do tempo presente», descreve Nuno Fileno.
Música, teatro dança e pintura ao longo do percurso
Assim, ao longo da “Caminhada para a Paz” haverá «música, teatro, dança, pintura». Artes que são convocadas a marcar presença neste itinerário quaresmal, dando foco ao «contraste positivo da dádiva no contexto atual de polarizações e guerras , que tendem a obscurecer o amor e a colocar a fé em crise», continuou o capelão da Universidade de Coimbra.
Nuno Fileno sublinha que se trata de um percurso «que une os dois centros universitários da cidade» e que, com isso, a organização «quer incentivar a criação de pontes, que reforcem o diálogo entre pessoas e comunidades, de modo a traduzir melhor o fruto redentor da cruz», rematou.











