
Sabores da serra descem à cidade para um fim de semana dedicado ao fumeiro
Alheira, presunto, chouriço, salpicão, orelheira, butelo, morcela, cachaço de porco. A lista de enchidos é extensa e não fica por aqui, mas nada como “dar um salto” à Feira do Fumeiro, que está a decorrer no Aquartelamento de Santana, para provar e levar para casa o sabor da tradição. Aos enchidos juntam--se os queijos, mas também o mel, o arroz doce ou as arrufadas de Coimbra.
Ontem, a chuva e o tempo fresco terão desmotivado alguns visitantes a deslocar-se ao evento organizado pela União das Freguesias de Coimbra. Quem não se deixou abalar pelo mau tempo foi Otília Braga, que levou para casa dois sacos cheios de iguarias do stand da Dona Rosa - Fumeiro.
«Sabe que o meu pai era de Braga», contou ao Diário de Coimbra, explicando que, quando se dirigiu à Feira do Fumeiro já sabia bem o que pretendia: entremeada em vinho, salpicão e morcelas, entre outras iguarias de “comer e chorar por mais”.
Presença habitual no certame, a marca Fumeiro de Mirandela percorre o país a promover os produtos da terra, os mais e os menos conhecidos. Já ouviu falar do Azedo de Bragança? É uma iguaria transmontana muito apreciada e que uma visitante, que preferiu não se identificar, desejava comprar.

Natural da aldeia de Vila Franca, no concelho de Bragança, a senhora já reside em Coimbra há mais de 60 anos, mas não esquece os sabores tradicionais das suas origens.
Desta vez, os amigos do Fumeiro de Mirandela não trouxeram até Coimbra o azedo de Bragança, mas, nem por isso, esta conterrânea foi para casa “de mãos a abanar”, até porque a variedade reina e não só no que respeita aos enchidos: «temos folar, pão, queijos, azeite vinho...», explicava o representante da marca.
Por ali, um dos temas de conversa era o acompanhamento da alheira. Por cá, não podem faltar as batatas fritas e o ovo, mas, dizem as gentes de Mirandela, a tradição dita que a alheira se come com grelos.
Presença habitual no certame é o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra. Na banca não há enchidos, mas reinam o caldo verde, o arroz doce e as arrufadas de Coimbra.
Também a Quinta do Zorro, de Coimbra, representada por Elisabete Cortez, faz questão em marcar presença pela quarta vez na Feira do Fumeiro.
Com um total de 16 expositores, o certame, de entrada gratuita, continua hoje, entre as 10h00 e as 18h00. Uma oportunidade também para saborear a cerveja artesanal da Praxis, o mel da Ouro Doce ou o gin de Coimbra da God Save The Gin.
Ontem, a chuva obrigou ao cancelamento do programa de animação.
«O São Pedro não esteve connosco. O tempo não ajudou, mas convido toda a gente a vir visitar esta Feira do Fumeiro, que vale a pena», referiu o presidente da União das Freguesias de Coimbra, Carlos Pinto, reforçando a qualidade dos produtos num evento que começa a ser uma tradição na cidade e que é «para continuar», se possível no Aquartelamento de Santana.
«Queremos trazer a serra para a cidade e possibilitar que pessoas se deliciem», resumiu o autarca.












