
Combate de Casal Novo é um símbolo da luta pela liberdade
Há 215 anos, Casal Novo vivia uma guerra sangrenta, de resistência contra o invasor. Um combate em nome da Pátria e da liberdade. Ontem, o Município de Condeixa-a-Nova e o Grupo de Reconstituição Histórica de Condeixa recordaram a efeméride, homenageando a memória desses heróis do passado, com os olhos postos no futuro e na afirmação do concelho «como terra de paz», de «acolhimento e de esperança».
Teimosamente, a chuva fez-se convidada das cerimónias, que, como habitualmente, começaram frente aos Paços do Concelho, com o hastear da Bandeira, ao som do Hino Nacional, e continuaram em Casal Novo, o histórico cenário da batalha. Se é verdade que “chuva civil não molha militares”, também não convidou a população a juntar-se à festa. Todavia, houve quem resistisse.
Foi o caso de Maria Egas, de 83 anos, que se aproximou do local, pouco depois de as tropas se apresentarem em “parada”. «Sempre que posso venho assistir à cerimónia. Gosto de ver estas coisas», diz, preocupada em ir ajudar o marido, com mais dificuldades de locomoção, a chegar a tempo. A chuva miúda, que foi crescendo de intensidade, não a demoveu, mas obrigou-a resguardar-se com um guarda-chuva. «Ninguém manda no tempo!», sentenciou.
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