
Mundial 2026: Seleção iraniana de futebol responde a Trump e diz que ninguém a pode excluir
A seleção do Irão de futebol advertiu hoje que “ninguém pode excluir” a equipa nacional iraniana do Mundial2026, para o qual está qualificada, em resposta à sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coorganizador do torneio.
“Ninguém pode excluir a equipa nacional do Irão do Campeonato do Mundo”, indica a conta oficial da seleção iraniana no Instagram, mensagem que foi partilhada pela conta pessoal do selecionador de futebol deste país do Médio Oriente, Amir Ghalenoei, na mesma rede social.
A publicação surge no dia seguinte a Donald Trump ter afirmado que, apesar de a seleção iraniana ser “bem-vinda”, a sua presença no Mundial2026 é desaconselhada por “razões de segurança”, devido ao ataque militar desencadeado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.
“O Mundial é um evento histórico e internacional e seu regulador é a FIFA, não um indivíduo ou um país. A seleção iraniana, com sua força e uma série de vitórias decisivas, esteve entre as primeiras equipas a qualificar-se. O único país que poderia ser excluído é aquele que detém o título de ‘anfitrião’, por não ter capacidade para garantir a segurança das equipes participantes neste evento global”, reforça o ‘team melli’.
Na quarta-feira, o ministro iraniano dos Desportos disse o Irão “não tem condições para participar” no Mundial2026, coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México, “tendo em consideração as ações malévolas contra o Irão” efetuadas pelos norte-americanos, que impuseram “duas guerras em oito ou nove meses e mataram milhares de cidadãos” iranianos.
Donald Trump reagiu no dia seguinte, através de uma publicação na rede social Truth: “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda no Mundial, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles”, escreveu o presidente norte-americano.
As declarações provenientes de Teerão e Washington surgem num contexto de elevada tensão entre os dois países, após a morte do líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante uma ofensiva israelita e norte-americana.
A questão tinha sido discutida também na quarta-feira entre Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa reunião na Casa Branca.
Segundo Infantino, o presidente dos Estados Unidos tinha reiterado inicialmente que o Irão seria livre de competir no torneio, que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho e contará pela primeira vez com a participação de 48 seleções.
Em novembro, a administração americana já tinha imposto restrições, garantindo vistos para jogadores e equipas técnicas, mas barrando a entrada de adeptos iranianos por motivos de segurança nacional.
O Irão classificou-se através da Confederação Asiática de Futebol para o Mundial2026 - no qual também estará presente a seleção portuguesa - e ficou integrado no Grupo G, com Bélgica, Nova Zelândia e Egito, tendo os três jogos sido agendados para os Estados Unidos, dois em Los Angeles e um em Seattle.











