
“É fundamental alterar o modelo da segunda fase da 2.ª Divisão”
Diário de Coimbra Quatro vitórias seguidas, foram cinco nos últimos seis jogos. Que balanço faz desta primeira fase da Académica na Zona 2 do Nacional da 2.ª Divisão?
Sandro Gomes Nós sabíamos que não ia ser fácil o início do campeonato, até porque tínhamos o plantel mais curto, com muitas lesões, esperávamos conseguir recuperá-las a tempo, pelo menos em janeiro. Conseguimos ter uma. E depois tivemos aqui a melhor fase da época, que foi de janeiro para a frente. Tivemos um reforço que também já esperávamos, que era o Diogo Carvalho que foi pai e regressou a Coimbra. Resolveu ajudar a Académica, o clube da cidade e que também fez parte da formação dele. Isso ajudou-nos um bocadinho, deu-nos mais consistência defensiva, sabíamos que era uma arma que ia melhorar muito a qualidade de jogo e a consistência da nossa equipa. Nós tivemos a infelicidade de no início do campeonato termos ali três jogos que perdemos por um golo. Contra a equipa do Gaia B, contra o Lamego também e fora contra o Albicastrense, que podiam ter ditado um futuro diferente e dar outras aspirações para a nossa equipa. A fase positiva é mesmo esta, agora na fase final da primeira fase. O balanço que fazemos é que podíamos ter feito um bocadinho mais, no entanto, para aquilo que tínhamos e as aspirações que tínhamos no início, fizemos um bom trabalho e a equipa está de parabéns.
Face ao 5.º lugar alcançado, se calhar é bom recordar que a Académica ia competir no Nacional da 3.ª Divisão e foi convidada a continuar na 2.ª Divisão para começar de imediato a competir. Como é foi o início da época a pensar num campeonato e a disputar outro?
Exatamente. Nós tivemos sempre a esperança de conseguir ficar na 2.ª Divisão. Ali em meados de agosto ainda nem sequer estávamos a treinar, porque normalmente isso fica definido no fim de julho. Foi-nos dito que íamos competir na 3.ª Divisão e nós começámos a preparar a época para isso. Planeamento anual, iniciar os treinos para começar a jogar em finais de outubro, portanto estávamos muito tranquilos, com uma preparação muito leve, muito pouco avançada. Quando nos convidaram a ficar na 2.ª Divisão, nós tínhamos dois treinos e jogos na semana a seguir. Conseguimos alterar esse jogo, portanto, na verdade, nós iniciámos o campeonato com cinco treinos, sem preparação nenhuma, sem carga física relevante. Aquilo que valeu foi a preparação da equipa do ano anterior, em termos de consistência já nos dava algumas garantias e o primeiro jogo que perdemos por um em casa, mal perdido e mal jogado, com uma discrepância física muito grande. E depois fomos subindo devagarinho, fomos conseguindo equilibrar os jogos e conquistando alguns pontos.
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