
Serpins vai ter de esperar mais seis meses para regresso do metrobus
A população de Serpins só teve a oportunidade de usufruir do metrobus dentro da normalidade apenas 24 dias, desde o início da operação no dia 1 de janeiro de 2026, já que no dia 24 de janeiro a instabilidade de um talude obrigou ao encerramento dos últimos seis quilómetros desde a Lousã até Serpins. Desde então, os passageiros têm sido transportados através de serviços alternativos - ou seja, de autocarros - entre a estação da Lousã e Serpins e a previsão é que o meio de transporte se mantenha o mesmo durante mais seis meses.
As obras para estabilizar oo talude vão arrancar e a previsão é que durem «entre cinco a seis meses», adiantou Ricardo Cândido, vogal da Metro Mondego, durante uma sessão pública que juntou ontem ao final da tarde cerca de seis dezenas de pessoas, no Mercado de Serpins.
«Estamos aqui hoje para vos ouvir, para perceber onde podemos melhorar e encontrar soluções da melhor forma possível», afirmou Victor Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã. «Neste momento em que as coisas não estão a correr tão bem é que devemos dar a cara perante a população», salientou.
Depois da apresentação à população da intervenção que será levada a cabo no talude, os presentes levantaram algumas questões e críticas, nomeadamente, acerca do serviço alternativo que tem apresentado falhas no transporte. Um dos populares apontava a falta de sincronização entre o metrobus e o autocarro. «Muitas vezes, o motorista não espera pelas pessoas e arranca antes da chegada do metrobus. Às vezes estamos a falar de alguns minutos, deixando as pessoas apeadas ainda mais tempo», queixava-se um dos presentes. «A partir de hoje, haverá contacto direto entre a central de operações e os motoristas dos autocarros para agilizar a chegada e a partida dos autocarros», prometeu Cristina Agreira, vogal executiva do Metro Mondego.
«Pedimos desculpa às pessoas porque sabemos que não prestámos um serviço de qualidade nos transportes alternativos», assumiu o vogal da Metro Mondego, acrescentando que com a nova empresa de transporte a funcionar desde sábado a expectativa é que os horários sejam cumpridos. «A nova empresa começou a operar e vamos estar atentos para que o serviço corra bem nos próximos meses».
Aliás, o presidente da Junta de Freguesia de Serpins, Jorge Lima, garantiu aos seus fregueses que «não haverá redução na frequência de horários do metrobus para o serviço alternativo». Outra garantia deixada pelo autarca foi a de «uma bilheteira na sede da Junta de Freguesia», dando resposta a uma das queixas apresentadas na sessão pública por uma residente.
Apesar da entrada em funcionamento do metrobus e de quase todos os presentes na sessão já tivessem utilizado o novo sistema, houve quem ainda defendesse o comboio. «Eu tenho muitas saudades do comboio, porque, pelo menos, todos iam sentados e não ia tudo como sardinha na canastra», disse uma das utilizadoras.
Ricardo Cândido, perante a crítica, afirmou que o sistema prevê que as pessoas possam ir sentadas entre Serpins e Miranda do Corvo, mas admite que no troço urbano isso possa acontecer.











