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Secção de Ténis da Académica denuncia tentativa de retirada de estrutura no Estádio Universitário

A Secção de Ténis da Associação Académica de Coimbra denunciou um alegado processo de tentativa de retirada de uma estrutura coberta instalada no Estádio Universitário, afirmando que o equipamento foi adquirido e pago pela própria secção e que a sua venda foi aceite pela Direção-Geral da AAC contra a posição dos responsáveis da modalidade.

A Secção de Ténis da Associação Académica de Coimbra (AAC) denunciou um alegado processo de tentativa de retirada de uma estrutura coberta instalada no Estádio Universitário de Coimbra, afirmando que o equipamento foi adquirido e pago pela própria secção e que a sua alienação foi aceite pela Direção-Geral da AAC contra a posição dos responsáveis da modalidade. Recorde-se que o Diário de Coimbra já tinha dado conta desta situação na sua edição impressa de sábado após conversa mantida com Eduardo Cabrita, diretor da Escola de Ténis da AAC. 

Em comunicado enviado na tarde de hije aos órgãos de comunicação social, os responsáveis da secção afirmam que têm sido alvo de um “ataque” por parte da Direção-Geral da AAC e da Universidade de Coimbra, com o objetivo de retirar à modalidade a utilização do espaço.

Segundo a nota divulgada, em 2010 a Secção de Ténis instalou no Estádio Universitário “a única estrutura coberta para a prática de ténis no distrito de Coimbra”, tendo o investimento sido realizado com financiamento próprio, apoio municipal e recurso a crédito bancário.

De acordo com o comunicado, a infraestrutura “foi integralmente paga pela Secção de Ténis”, existindo documentação que comprova a titularidade material da estrutura.

Nos últimos anos, refere ainda a secção, o espaço terá sido utilizado para atividades institucionais da Universidade de Coimbra sem consulta prévia à modalidade, por vezes coincidindo com períodos de atividade desportiva. Apesar disso, acrescentam os responsáveis, a manutenção do espaço continuou a ser assegurada pela Secção de Ténis, ao mesmo tempo que eram exigidas taxas de utilização.

A situação terá conhecido um novo desenvolvimento em outubro de 2025, quando a Reitoria da Universidade de Coimbra apresentou uma proposta para aquisição da estrutura por 135 mil euros. De acordo com o comunicado, esse valor seria compensado com dívidas das secções desportivas da AAC ao Estádio Universitário.

A Secção de Ténis afirma ter rejeitado essa proposta e apresentado como alternativa o pagamento integral das dívidas de todas as secções desportivas da associação, sem alienação do equipamento.

Após essa recusa, terá sido comunicado um prazo para desmontagem da estrutura até ao final de dezembro de 2025, prazo que os responsáveis da modalidade consideram “tecnicamente inexequível”.

Perante a situação, a secção solicitou à Direção-Geral da AAC uma procuração que permitisse a defesa judicial dos seus interesses, documento que, segundo os responsáveis, nunca chegou a ser formalizado.

Num contexto que descreve como de fragilidade financeira da AAC, a venda da estrutura acabou por ser aceite pela Direção-Geral da associação, decisão que, segundo a Secção de Ténis, foi tomada contra a posição da própria secção e do Conselho Desportivo.

Face às dúvidas que dizem existir sobre a titularidade da estrutura, a avaliação patrimonial e eventuais conflitos de interesse, os responsáveis consideram que o processo “justifica esclarecimento público e análise independente pelas entidades competentes”.

“Seguiremos até às últimas consequências para assegurar os nossos direitos”, refere ainda a Secção de Ténis da Académica no comunicado enviado à comunicação social.

Março 10, 2026 . 17:38

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