
Refletir “a sério” sobre as cheias do rio Mondego na sexta-feira
“Levar a sério o desafio. Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026” é o tema de uma iniciativa, promovida pela Câmara Municipal e pela Universidade de Coimbra, que pretende analisar os episódios de cheia registados recentemente e promover uma reflexão técnica sobre o funcionamento das infraestruturas hidráulicas e a gestão do risco de inundação.
Um evento a realizar sexta-feira, dia 13, debaixo do viaduto da autoestrada do Norte, na Ponte dos Casais, junto ao dique que colapsou e que “arrastou” parte do “tabuleiro”, obrigando a fechar a A1.
O evento, com início às 15h00, conta com as intervenções de Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, e de Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), refere nota ontem divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
É precisamente um antigo catedrático da FCTUC, Seabra Santos, antigo reitor, que profere a primeira conferência, dedicada «à análise das cheias ocorridas em fevereiro de 2026 na bacia do Mondego».
Segue-se uma mesa-redonda, com António Carmona Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do grupo Águas de Portugal, e de Matias Ramos, antigo presidente do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil e ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, que vão apresentar a sua análise sobre a «gestão hidráulica e os desafios associados à mitigação do risco de cheias», refere a FCTUC, e estarão disponíveis para «responder a questões colocadas pela assistência».
O evento pretende «contribuir para uma análise técnica e fundamental sobre o que ocorreu, identificando fatores que possam ter influenciado o episódio e refletindo sobre as respostas estruturais e operacionais que poderão ser consideradas no futuro», esclarece a nota.
Um desafio a que não escapa o «desempenho» das barragens da Aguieira, da Raiva e das Fronhas na «atenuação dos caudais de cheia» e a sua «eventual otimização» para assegurar o «reforço da proteção das populações e das áreas urbanas».
Também a resistência dos diques face aos caudais previstos em projeto» estará em análise, o mesmo acontecendo com as inundações no Parque Verde e Choupalinho, refletindo «sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e possíveis soluções para minimizar impactos futuros».
A sessão pretende, ainda, abordar a «pertinência de novas soluções estruturais para a bacia do Mondego, incluindo a eventual reavaliação de projetos e da estratégia global de intervenção neste território», adianta a FCTUC, que realça frequência de fenómenos meteorológicos extremos e a necessidade de identificar «soluções que reforcem a proteção do território e das populações».











