
Pai e filho detidos por crimes de roubo, sequestro e furto
Depois do filho, de 21 anos, detido em novembro do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ), deteve agora o pai, de 42 anos. Uma dupla responsável por vários crimes de roubo, sequestro e furto qualificado, que ocorrerem em Ílhavo e nos concelhos de Vagos, Cantanhede e Mira, sempre com ouro e dinheiro como alvos. Uma dupla com uma atuação particularmente violenta, que motivou algum alarme social. Aliás, duas das vítimas, de idade avançada, foram amarradas e deixadas entregues à sua sorte e o pior só não aconteceu porque ambas tinham alguma retaguarda familiar, que conseguiu, em tempo útil, assegurar o socorro.
De acordo com o Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, pai e filho, residentes na fronteira dos concelhos de Ílhavo e de Vagos, ambos operários fabris, terão começado a sua atuação criminosa em abril de 2024. Tratou-se de um fruto a uma residência, em Vagos, de onde subtraíram «joias e relógios em valor superior a 12 mil euros». Aparentemente, só regressaram à atividade criminosa nos finais do ano passado, em outubro, mas fizeram-nos com uma nova estratégia, marcada pela agressividade e violência.
A primeira situação verificou-se a 14 de outubro, em Cantanhede, com o assalto a uma residência, onde «a vítima foi deixada amarrada» e os assaltantes se apoderaram de uma «elevada quantia em dinheiro», bem como de diversas peças em ouro. A 23 de outubro protagonizam um roubo por esticão, em Mira, apoderando-se de um fio de ouro, «de grande valor», que a vítima usava na altura, esclarece a PJ.
Investigação foi conduzida pela Polícia Judiciária de Aveiro
Seguiu-se, a 13 de novembro, um crime de roubo, sequestro e furto qualificado, numa residência em Ílhavo. A vítima foi uma mulher de 86 anos, com graves problemas de saúde, de acordo com a PJ, que se encontrava sozinha em casa, situação que deveria ser do conhecimento dos assaltantes, que bateram a porta, com a senhora a atender e a dupla, com toda a facilidade, a forçar a entrada na habitação. Todavia, isso não evitou que fosse «violentamente agredida» e depois «amarrada e fechada numa divisão», apesar das suas fragilidades, enquanto os assaltantes se apoderavam de diversos artigos de ourivesaria. Saíram da casa com as joias e deixaram a senhora amarrada e fechada. Salvou-se porque foi «socorrida por familiares», refere a PJ.
Uma semana depois, a 20 de novembro, a PJ procedia à detenção do jovem de 21 anos, suspeito dos crimes de roubo, sequestro e furto qualificado, tendo também apreendido a viatura utilizada nos crimes e «dezenas de objetos de ourivesaria», que seriam provenientes de «outras situações de roubos e furtos ocorridos» nos distritos de Aveiro e de Coimbra. As investigações, entretanto realizadas, permitirem chegar agora ao segundo suspeito, detido quinta-feira, no âmbito de um mandado de busca. Nas buscas, a PJ apreendeu artigos de ourivesaria e relógios que relacionam diretamente o suspeito com o furto de Vagos e o roubo e sequestro registado em Cantanhede.
O suspeito foi ontem presente ao tribunal, para primeiro interrogatório e vai fazer companhia ao filho, na prisão.











