
ONU apela a negociações entre Líbano e Israel
A coordenadora especial da ONU no Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, apelou hoje a negociações entre o Líbano e Israel para pôr fim aos confrontos, iniciados segunda-feira, entre o exército israelita e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
“As negociações entre o Líbano e Israel podem ser o elemento decisivo que permitirá às gerações futuras evitar reviver incessantemente o mesmo pesadelo”, afirmou Hennis-Plasschaert num comunicado.
“Se a situação já é grave, está destinada a agravar-se ainda mais. Muitas pessoas correm o risco de sofrer. As hostilidades devem cessar”, acrescentou.
Em dezembro, representantes civis do Líbano e de Israel participaram, pela primeira vez em décadas, em negociações diretas, no âmbito de uma reunião de um comité responsável por monitorizar o cessar-fogo de novembro de 2024 entre Israel e o Hezbollah.
Além do Líbano e de Israel, este mecanismo envolve as Nações Unidas, os Estados Unidos e a França.
O Líbano viu-se envolvido no conflito que se alarga no Médio Oriente desde que o Hezbollah disparou segunda-feira passada mísseis contra Israel, para “vingar” a morte do líder supremo iraniano, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, durante os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Hoje, porém, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, anunciou que os países vizinhos do Golfo deixarão de ser atacados pelo Irão, exceto se forem lançados ataques contra território iraniano a partir desses Estados.










