
Criar da Região Centro um centro de oportunidades
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, e José Agostinho Ribau Esteves, presidente do Conselho Diretivo da CCDRC, deram posse aos sete vice-presidentes da instituição. Uma cerimónia que decorreu na sede da CCDRC, contando com a presença dos ministros da Saúde, Ana Paula Martins, e da Educação, Fernando Alexandre, e ainda dos secretários de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional e da Administração Local e Ordenamento do Território.
«A nossa lógica é termos um Centro de Oportunidades», afirmou o novo presidente da CCDRC, que sucede a Isabel Damasceno, a quem deixou rasgados elogios e agradecimentos. «Fui seu estagiário, brincou o antigo autarca de Aveiro, recordando as semanas de trabalho intenso que mediaram entre a sua eleição e a tomada de posse, que lhe permitiram acompanhar Isabel Damasceno e inteirar-se do trabalho em curso e dos desafios da CCDRC.
Um desafio gigantesco, assumiu Ribau Esteves, a enfrentar «em equipa», por um conjunto de pessoas que tão pouco se conheciam , mas já começaram a trabalhar em conjunto. Em causa estão os sete vice-presidentes – Nuno Nascimento, Jorge Conde, Vasco Estrela (Agricultura), Cristina Oliveira (Educação), Licínio de Carvalho (Saúde), Luís Fernandes Simões (Ambiente) e Sofia Carreira (Cultura). Uma equipa de oito, a que se vão juntar mais dois elementos, o primeiro dos quais – Jorge Brandão – apresentado por Ribau Esteves e o décimo a designar.
«Queremos ser um Centro de Oportunidades», porque é «no Centro que está a virtude» afirmou Ribau Esteves, que deixou claro o seu empenho na colaboração estreita com todos os municípios da Região Centro, as universidades, politécnicos, entidades públicas e privadas e tecido empresarial. «Mais importante que o destino, é a viagem, o caminho», disse o presidente do Conselho Diretivo da CCDRC, para deixar um convite a todos sem exceção para «fazermos esta caminhada» conjunta.
Os ministros da Educação e da Saúde destacaram a «proximidade» e a «articulação das políticas públicas» com as «necessidades do território» e Manuel Castro Almeida esclareceu o sentido da dinâmica que o Governo está a imprimir, com uma revitalização das Comissões de Coordenação que, mais do que gerir os fundos europeus, o grande e importante papel que têm desempenhado, passam a ter, além deste desígnio, uma responsabilidade acrescida na gestão do território e das respetivas políticas de desenvolvimento.
Trata-se de, a par da descentralização que tem vindo a ser feita, com a transferência de competências para os municípios e para as freguesias, de avançar com a desconcentração, num processo simultâneo. «Um exercício mais complexo», admitiu o governante, que implica uma «coordenação à escala regional», numa lógica de «proximidade» e de respeito pelas «especificidades regionais».
Um modelo que começou, e bem, sublinhou, com a desconcentração ao nível da Agricultura, tem agora uma nova etapa com a Saúde e a Educação e terá, no futuro, uma terceira fase, centrada nos setores da Floresta, da Água e também das Infraestruturas.
«Estamos muito concentrados neste processo», disse Castro Almeida, confiante no sucesso deste modelo de governança e com a certeza de que a região Centro «vai ser um modelo desta colaboração» estreita entre Governo e CCDR.











