
Autópsia de bebé que morreu no colo da mãe vai ser determinante
Um recém-nascido, com apenas dez dias de vida, ficou inconsciente no colo da mãe que o amamentava, numa quinta onde moram com mais outros filhos (de 9 e dois anos), em Vila de Nova de Oliveirinha, no concelho de Tábua. Perante o sucedido, pais dirigiram-se ao quartel dos bombeiros voluntários da localidade pedindo socorro.
«Trouxeram o bebé ao quartel mas já estava em paragem», referiu ao Diário de Coimbra Nuno Santos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha. «Foram feitos os procedimentos, acionou-se o 112 e foram realizadas manobras de reanimação, mas o óbito acabaria por ser declarado no local», acrescentou o comandante.
Chegaram cerca das 14h57 de segunda-feira, os pais com o bebé, uma vez que residem próximo do quartel. «A mãe estava a amamentar quando deixou de respirar» e terá entrado em paragem caridiorrespiratória.
Os elementos da ambulância SIV de Arganil e da VMER dos Hospitais da Universidade de Coimbra também foram chamados ao local mas não conseguiram reverter a situação, apesar de todos os esforços.
A morte do recém-nascido deixou a comunidade consternada, bem como os elementos dos bombeiros que socorreram o bebé. Nuno Santos realçou que é uma situação «muito consternadora, pois embora haja treino é uma situação que quando é real é muito dura».
O corpo do pequeno bebé foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra onde será autopsiado.
As autoridades foram chamadas ao local, nomeadamente uma patrulha da GNR e ontem, ao Diário de Coimbra, fonte da Polícia Judiciária do Centro adiantou que «o resultado da autópsia vai ser determinante para apurar as circunstâncias em que a morte ocorreu» e que, neste momento, «não há indicação de que se possa tratar um crime». Tudo aponta para que se trate de um acidente, mas só se saberá o que realmente aconteceu «depois de apurados todos os factos».
A família, soube o Diário de Coimbra, estava sinalizada pela CPCJ (Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens) pela maternidade onde nasceu o bebé e estava prevista uma visita para o dia de hoje, todavia, tendo em conta o que sucedeu terá sido antecipada para ontem. O nosso jornal contactou, por escrito, a CPCJ de Tábua mas até ao momento não recebeu qualquer resposta.
Uma equipa de psicólogos do INEM foi ativada para dar apoio à família.












