
Freguesia da Tocha pede “mais policiamento nas ruas”
A freguesia da Tocha tem passado por semanas difíceis e de grande sobressalto social depois de moradores e comerciantes terem vindo a sofrer assaltos, ocorridos durante a madrugada, e com o mesmo grupo de suspeitos em comum, como noticiou o Diário de Coimbra.
«Pedimos um policiamento de proximidade à semelhança do que tivemos no final de 2024 e 2025 quando tivemos uma situação grave com a vinda de pessoas que vieram desestabilizar a nossa população», começou por afirmar José Manuel Cruz, presidente da Junta de Freguesia da Tocha, numa conferência de imprensa convocada para o final da tarde desta segunda-feira.
Com ocorrências quase todos os dias, o autarca comunicou a preocupação às autoridades, nomeadamente ao Comando Territorial da GNR de Cantanhede, pedindo um «reforço no patrulhamento» para devolver o sentimento de segurança à população.
Apesar dos esforços os assaltos continuam a acontecer não só em comércios e empresas como em habitações. Um dos casos mais gravosos foi o assalto a uma habitação onde dormia uma mulher já com alguma idade que tendo sido ameaçada entregou uns brincos e dinheiro aos delinquentes. «Este tipo de assalto não atinge só a vítima, atinge toda a comunidade quando uma idosa é confrontada desta forma dentro de casa, instala-se o medo e a sensação de desproteção e fragiliza-se a confiança nas instituições», lamentou José Manuel Cruz.
Onda de assaltos tem deixado a população em sobressalto face à impunidade dos suspeitos que já foram identificados
Após diligências da GNR, a Junta de Freguesia aponta como principais suspeitos um grupo de pessoas que vive num acampamento no concelho vizinho de Montemor-o-Velho.
Nesse sentido e tratando-se de uma «situação de ilegalidade», o autarca da Tocha apelou ao município de Montemor-o-Velho a sua intervenção «numa situação que tem impacto direto» no território da Tocha.
Face à situação, a Junta de Freguesia da Tocha avançou com um plano de intervenção, aprovado em Assembleia de freguesia, que consiste no envio de uma comunicação formal sobre esta situação ao Comando Territorial de Coimbra e Comando Geral da GNR, às câmaras municipais de Montemor-o-Velho e Cantanhede e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e delegado de saúde, apelando à intervenção das diferentes entidades na investigação e resolução deste problema.
«Não defendemos em circunstância alguma qualquer forma de justiça pelas próprias mãos, defendemos sim que o Estado exerça as suas funções e atue com firmeza e eficácia».
Face a algumas críticas quanto à “inação” da Junta de Freguesia, José Manuel Cruz defende-se e demonstrou estar a «pressionar todas as entidades responsáveis». «Quero deixar uma mensagem de tranquilidade à população», rematou o presidente da Junta de Freguesia.











