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População vive alarmada com assaltos sucessivos

Desde o início do ano aumentou o sentimento de insegurança da população. GNR esta empenhada em repor segurança

Moradores e comerciantes da freguesia da Tocha, Cantanhede, manifestam o sentimento de insegurança que se vive na vila e dizem mes­mo que se tem vindo a assistir a um aumento de situações de furtos na povoação.
A situação não é nova e todos conhecem os seus autores, on­de residem e quem são, dado que há relatos de pessoas que estavam em casa no momento em que ocorreu o assalto tendo sido até alvo de ameaças.
Nos últimos dias, dizem-nos, e fruto do mau tempo que se fez sentir, os elementos deste gru­po, que vive numa espaço “comum” e em conjunto, composto por cerca de 80 pessoas -entre adultos e crianças – sentiu-se mais “livre” e, consequentemente, aumentaram os crimes.
Uma das mais recentes vítimas, proprietária de um estabelecimento comercial vive «sempre alarmada» e à espera de ser novamente alvo de furto. «Neste momento os furtos nas lojas já são pequenos porque as pessoas já não deixam ficar nada de valor. Mas não podemos viver assim. Até porque há sempre estragos e a dúvida permanente quando vai ser connosco». Com esta comerciante, o furto voltou a acontecer na madrugada de quarta-feira, mais uma vez.
Não é uma situação que aconteça na vila da Tocha apenas, mas em todos os lugares existentes nas redondezas. «Há um ano que não vivemos descansados e sempre em sobressalto», contam os moradores.
Numa outra localidade próxima da Tocha, na semana passada, após ter sido detetada a presença dos suspeitos num automóvel, estes iniciaram uma fuga apeada. Não foram vistos mas o carro em que seguiam acabou por ser danificado, contou-nos um morador que não quer ser identificado por receio. E, aliás, receio, é o que mais tem quem ali vive. Estão sempre à espera de ser a próxima vítima. Um morador, que pediu para não ser identificado contou ao Diário de Coimbra que há habitações que já foram assaltadas várias vezes e que, mais do que o valor do que é furtado, são os danos que causam e elevam os prejuízos.
Ontem, afirmavam que esta “onda de assaltos” piorou muito no último mês e que, na última madrugada, se registou uma situação em que houve «um som semelhante a disparos» após uma perseguição a um carro.

Recuperar o sentimento de segurança

Ao Diário de Coimbra, o major Cláudio Lopes, da GNR de Coimbra, disse que se tem «registado um aumento de criminalidade naquela zona». A guar­da, garantiu, «está a trabalhar para recuperar o sentimento de segurança da comunidade», Como tal, disse Cláudio Lopes, «está a ser intensificado o patrulhamento noturno e diurno». Foi aliás, na sequência do reforço de patrulhamento que na madrugada de terça-feira foi «detetada uma viatura suspei­ta» que ao ser abordada pelos militares » o condutor colocou--se em fuga». No seu interior seguiam dois indivíduos do sexo masculino, «identificados pelas autoridades», e que fugiram a pé, encontrando-se ainda em parte incerta. A viatura foi apre­endida para a realização de perícias.
De acordo com o major, neste momento a GNR está a «reforçar o patrulhamento nas áreas mais afetadas» por elementos deste grupo, com todas as valências que possui, nomeadamente com policiamento descaracterizado.
O Diário de Coimbra sabe que há várias situações que têm ocorrido e que não têm sido relatadas junto das autoridades. Cláudio Lopes realça que «a segurança também é um dever da comunidade, que deve estar alerta ou sensível para recolher o máximo de informação possível» para fornecer às autoridades.
Nos últimos meses, a Polícia Judiciária realizou várias ações junto deste grupo que ali reside e que levaram, recentemente, a detenções, à semelhança do que a GNR também tem vindo a fazer.

Fevereiro 26, 2026 . 09:00

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