
Cláudia Azevedo “é fonte de inspiração”
Cláudia Azevedo recebeu ontem o Prémio Universidade 2026 e, no seu discurso de agradecimento, foi com algum humor, que se congratulou de, na sessão de cumprimentos, referir o nome de mais mulheres que homens. Na mesma linha de pensamento, referiu ainda que «em Portugal, apesar dos progressos, as mulheres continuam a enfrentar desigualdades estruturais no mercado de trabalho: na participação, na remuneração e no acesso a posições de decisão. Quando olhamos para estes dados, não falamos apenas de direitos. Falamos de competitividade. Um país que não mobiliza todo o seu talento é um país que cresce abaixo do seu potencial». Por isso, defendeu que contrariar a tendência «é uma responsabilidade partilhada», que se resolve com «decisões, com políticas consistentes, com culturas de empresa exigentes e com escolhas concretas, repetidas todos os dias», que têm por base «a motivação em fazer sempre mais, melhor e o mais rapidamente possível». E perante a rápida transformação que se está a operar no mundo, «o maior risco «é não mudar». E para aproveitar «a oportunidade de dar um salto em frente, com cada novidade, cada transformação», na Sonae «há um grande compromisso com a educação. Cláudia Azevedo agradeceu a distinção, dizendo que o prémio é o reconhecimento de um conjunto de outras dimensões que defende com a sua liderança, que vão da promoção da igualdade de oportunidades, da aposta na inovação, de uma política de responsabilidade social, mas também ambiental, que se assume como «uma exigência de competitividade, de eficiência e de justiça intergeracional». Princípios que fazem parte de uma «cultura própria, que se constrói todos os dias».











